Esse artigo é o compilado de 9 posts que foram originalmente publicados na página Flu Vintage Classic no Facebook com as análises das escritas do Fluminense até 2019 contra  seus principais adversários: Vasco, Flamengo, Botafogo, Corinthians, Santos, São Paulo, Palmeiras, Atlético-MG, Cruzeiro, Internacional-RS, Grêmio e Athletico-PR.

 

Como se conta uma década?

Antes de mais nada, como se conta uma década? Uma década começa no ano 1 e termina no ano 0. Contudo, o fascínio dos números fez com que o entendimento geral, apesar de equivocado, considerasse o início de uma década o ano 0 e o final o ano 9. Apenas relembrando, ninguém foi maluco de comemorar o novo milênio, consequentemente um novo século e década, na virada de 31/12/2000 para 01/01/2001, e sim na virada de 31/12/1999 para 01/01/2000. Sendo assim, estou tomando a liberdade de considerar o ano de 2019 como o encerramento da década de 2010, mesmo isto sendo um erro.

 

FLUMINENSE X VASCO

A primeira estatística que será analisada será Fluminense x Vasco. Desde 1923, os dois clubes já se enfrentaram 369 vezes, com 117 vitórias, 105 empates e 147 derrotas, com 498 gols a favor e 545 contra.

 

De 1923 a 1989

Até o final da década de 1980, o Fluminense tinha uma ligeira vantagem de vitórias sobre o Vasco: 250 jogos com 96 vitórias, 62 empates e 92 derrotas, com 375 gols a favor e 369 contra. O que se dizia ser uma freguesia do Vasco para o Fluminense na verdade era com relação aos confrontos decisivos, nos quais o Fluminense costumava crescer e vencer o Vasco.

 

Décadas de 1990, 2000 e 2010

Desde a década de 1990, o Vasco vem acumulando vitória sobre vitória sobre o Fluminense. Nas décadas de 1990, 2000 e 2010, nós tivemos:

 

– Década de 1990: 45 jogos com 9 vitórias, 14 empates e vinte e duas derrotas, com 40 gols a favor e inacreditáveis 70 gols contra;

– Década de 2000: 40 jogos com 6 vitórias, 19 empates e 15 derrotas, com 51 gols a favor e 64 contra;

– Década de 2010: 34 jogos com 6 vitórias, 10 empates e 18 derrotas, com 32 gols a favor e 42 contra;

 

O Fluminense chegou a 2020 com apenas 12 vitórias contra o Vasco neste século. Por sua vez, o Vasco obteve a sua 12ª vitória no dia 27/02/2005, 15 anos atrás, quando derrotou o Fluminense por 2×1 pelo Estadual.

 

Com relação a sequências de vitórias, recentemente o Vasco fez uma quadra em cima do Fluminense. Desde 2000, já foram três trincas, sem contar que na virada de 1999 (duas vitórias) para 2000 (três vitórias), o Vasco fez uma quina.

 

A segurança com que uma partida contra o Fluminense é encarada em São Januário é assustadora. São 3 pontos quase certos. Chegamos ao ponto em que uma vitória do Fluminense é vista com surpresa.

 

A torcida do Fluminense costuma alegar os erros de arbitragem em favor do Vasco. Isso não está errado. Por exemplo, pelo Brasileiro de 1995, numa partida disputada em São Januário, uma bola do Fluminense entrou meio metro no gol do Vasco e mesmo assim o juiz não validou o gol (terminou 0x0). Contudo, esse argumento não pode ser utilizado para justificar esses números. O Fluminense só vai sair dessa situação quando se conscientizar de que na dúvida, a jogada será do Vasco, e é por isso que precisa, tem que jogar com seriedade, correr em dobro e não vacilar.

 

Decisões no Século XXI

Neste século, os dois clubes já fizeram 5 decisões, com uma vitória do Fluminense e quatro vitórias do Vasco.

 

O Vasco venceu as decisões do Carioca de 2003, da Taça Rio de 2004, da Taça Guanabara de 2016 (dentro do sistema de pontos corridos) e da Taça Guanabara de 2019. O Fluminense venceu a decisão da Taça Guanabara 2012.

 

Cruzamentos Eliminatórios no Século XXI

Neste século, os dois clubes já se enfrentaram em nove cruzamentos eliminatórios, com 4 vitórias do Fluminense e 5 do Vasco

 

O Vasco eliminou o Fluminense nas semifinais da Copa do Brasil de 2006, da Taça Guanabara de 2010, da Taça Guanabara de 2013, do Carioca de 2014 e do Carioca de 2018. O Fluminense eliminou o Vasco nas Oitavas-de-Final da Copa do Brasil de 2000 e nas semifinais da Taça Rio de 2005, da Taça Rio de 2008 e do Carioca de 2017.

 

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FLUMINENSE X FLAMENGO

Desde 1912, Fluminense e Flamengo já disputaram 413 partidas com 127 vitórias do Fluminense, 134 empates e 152 derrotas. O Fluminense marcou 551 gols e tomou 612.

 

De 1912 a 1959 – Equilíbrio

O Fla x Flu é um clássico que sempre tendeu ao equilíbrio. O primeiro jogo foi disputado em 1912 pelo time reserva do Fluminense contra seus campeões de 1911, que haviam saído do clube para fundar o departamento de futebol do Flamengo no final de 1911. Vitória do Fluminense por 3×2. Em seguida, uma sequência de sete derrotas. Com o tempo, o Fluminense foi se recuperando da perda de seus campeões e começou a ganhar do Flamengo.

 

No total, até 1959 nós tínhamos 163 jogos com 58 vitórias do Fluminense, 47 empates e 58 derrotas, com 258 gols a favor e 279 contra. Números equilibrados, em alguns momentos tendendo ao Flamengo, em outros ao Fluminense.

 

A vantagem do Flamengo obtida na década de 1960

A década de 1960 foi peculiar e gerou uma diferença nos números que fez com que o Fluminense passasse a ser visto por muitos anos como freguês histórico do Flamengo, o que era um erro (ou pelo menos era até 2009). Nesta década, nós tivemos 41 jogos com 7 vitórias, 15 empates e 19 derrotas, com 43 gols a favor e 62 contra.

 

No total, até 1969 nós tínhamos 204 jogos com 65 vitórias do Fluminense, 62 empates e 77 derrotas, com 301 gols a favor e 341 contra. Essa vantagem de vitórias, que o Flamengo obteve nesta década, foi administrada, com algumas variações para mais ou para menos, até 2009.

 

De 1970 a 2009 – Equilíbrio novamente

De 1970 a 2009, foram 168 jogos com 53 vitórias, 59 empates e 56 derrotas, com 199 gols a favor e 206 contra. Um detalhe: a vantagem de vitórias e gols do Flamengo se deve ao ano de 1989, na minha opinião, o pior da história do Fluminense no clássico: 3 jogos, 3 derrotas, nenhum gol marcado, 10 gols contra (0x4, 0x1 e 0x5). Esse 0x5 foi a despedida do Zico onde o Ricardo Pinto disse numa rádio que havia sido um orgulho ter tomado o último gol do Zico na sua carreira pelo Flamengo.

 

No total, até 2009 o clássico havia sido disputado 372 vezes com 118 vitórias, 121 empates e 133 derrotas, com 500 gols a favor e 547 gols contra. Vocês se lembram daquela diferença de vitórias da década de 1960?

 

O Fla x Flu sempre tendeu ao equilíbrio, ou melhor, tendia, pois aí veio a década de 2010.

 

Década de 2010

Na década que se encerrou (lembrando que estou considerando o senso comum de que uma década se encerra no ano 9), Fluminense e Flamengo se enfrentaram quarenta e uma vezes, com 9 vitórias do Fluminense, 13 empates e, nada mais, nada menos, que 19 derrotas. O Fluminense marcou 51 gols e tomou 65. O Flamengo chegou a fazer duas trincas entre 2011 e 2013. Foi assim que chegamos aos números totais do clássico.

 

Decisões no Século XXI

Neste século, os dois clubes já fizeram 5 decisões, com duas vitórias do Fluminense e três do Flamengo.

 

O Flamengo venceu as decisões do Carioca de 2017 e da Taça Guanabara de 2001 e 2004. O Fluminense venceu as decisões da Taça Rio de 2005 e da Taça Guanabara de 2017.

 

Cruzamentos Eliminatórios no Século XXI

Neste século, os dois clubes já se enfrentaram em 8 cruzamentos eliminatórios, com três vitórias do Fluminense e cinco do Flamengo.

 

O Flamengo eliminou o Fluminense nas quartas-de-final da Sul-americana de 2017 e nas semifinais da Taça Rio de 2009, 2011 e 2019 e do Carioca de 2019. O Fluminense eliminou o Flamengo nas semifinais da Taça Rio de 2018 e da Taça Guanabara de 2019 e na primeira fase da Sul-Americana de 2009.

 

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FLUMINENSE X BOTAFOGO

Desde 1905, Fluminense e Botafogo já se enfrentaram 363 vezes, com 131 vitórias do Fluminense, 110 empates e 122 derrotas, com 559 gols a favor e 519 contra. Esse é o segundo clássico mais antigo do Rio de Janeiro, sendo superado por apenas dois meses pelo clássico America x Bangu (06/08/1905 x 22/10/1905).

 

De 1905 e 1959

Até a década de 1950, o Fluminense tinha uma ampla vantagem sobre o Botafogo: em 144 jogos, 62 vitórias, 39 empates e 43 derrotas, com 298 gols a favor e 255 contra.

 

Década de 1960

Na década de 1960, o Botafogo tirou parte dessa vantagem: em 42 jogos, 11 vitórias, 11 empates e 20 derrotas, com 49 gols a favor e 60 contra. Desde então, esse clássico tende ao equilíbrio, com a vantagem de vitórias do Fluminense girando em torno de 10 jogos.

 

No total, em 1969, nós tínhamos 186 jogos, com 73 vitórias, do Fluminense, 50 empates e 63 derrotas, com 347 gols a favor e 315 contra.

 

De 1970 a 1999

A partir de 1970, o clássico passou a ser marcado pelo equilibro, com momentos de vantagem do Fluminense e do Botafogo. De 1970 a 1999, os clubes se enfrentaram 105 vezes, com 34 vitórias do Fluminense, 37 empates e 34 derrotas, com 125 gols a favor e 119 contra.

 

No total, até 1999 o clássico acumulava 291 jogos, com 107 vitórias do Fluminense, 87 empates e 97 derrotas, com 472 gols a favor e 434 contra. Essa vantagem de 10 vitórias passou a ser administrada pelo Fluminense desde 1969.

 

Século XXI

No século XXI, Fluminense e Botafogo já se enfrentaram 72 vezes, com 24 vitórias do Fluminense, 23 empates e 25 derrotas, com 87 gols a favor e 85 contra.

 

Decisões no Século XXI

Neste século, os dois clubes já se enfrentaram em quatro decisões, com duas vitórias do Fluminense e duas vitórias do Botafogo.

 

O Fluminense venceu o Carioca de 2012 e a Taça Rio de 2018. O Botafogo venceu a Taça Rio de 2008 e 2013.

 

Cruzamentos Eliminatórios no Século XXI

Neste século, os dois clubes já se enfrentaram em oito cruzamentos eliminatórios, com duas vitórias do Fluminense e seis do Botafogo.

 

O Botafogo eliminou o Fluminense nas semifinais da Taça Guanabara de 2008 e 2009, da Taça Rio de 2010 e 2017 e do Carioca de 2015 e 2016. O Fluminense eliminou o Botafogo na primeira fase da Sul-americana de 2006 e nas semifinais da Taça Guanabara de 2012.

 

Olhando apenas os números, temos um equilíbrio neste século. Mas se consideramos a qualidade das vitórias, vemos que o Botafogo leva vantagem.

 

Em 2006, o Fluminense eliminou o Botafogo nos pênaltis, depois de dois empates, na primeira fase da Sul-Americana (gol de bicicleta do Marcão). Depois disso, o Botafogo enganchou uma sequência de vitórias em momentos decisivos em cima do Fluminense, que na época possuía um time superior e caro: semifinal da Taça Guanabara de 2008, decisão da Taça Rio de 2008, semifinal da Taça Guanabara de 2009 e semifinal da Taça Rio de 2010.

 

Nesse mesmo período, o Fluminense foi campeão da Copa do Brasil de 2007, vice-campeão da Libertadores de 2008, vice-campeão da Sul-americana de 2009 e campeão brasileiro de 2010. Em 2012, o Fluminense finalmente eliminou o Botafogo em uma semifinal de turno (Taça Guanabara) e ganhou o Carioca em cima deles. Mas isso se deve ao fato de que seu time era muito superior ao time botafoguense e aos demais, tanto que além do Carioca, foi campeão brasileiro. Depois disso, o Botafogo enganchou uma nova sequência: decisão da Taça Rio de 2013 (que definiu o Carioca daquele ano pois o Botafogo havia vencido a Taça Guanabara), semifinais do Carioca de 2015 e 2016, e semifinal da Taça Rio de 2017. Só depois disso que o Fluminense venceu a Taça Rio de 2018.

 

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FLUMINENSE X SÃO PAULO

Fluminense e São Paulo se enfrentam desde 1933 já tendo disputado 123 jogos com 45 vitórias do Fluminense, 25 empates e 53 derrotas, com 187 gols a favor e 195 gols contra.

 

De 1933 a 1969

Até 1969, os clubes haviam se enfrentado 45 vezes com 21 vitórias do Fluminense, 5 empates e 19 derrotas, com 88 gols a favor e 90 contra. Nesse período, o São Paulo era um clube médio que não havia disputado uma única edição da Taça Brasil (de 1959 a 1968) ou a fase final de uma das quatro edições do Torneio Roberto Gomes Pedrosa (de 1967 a 1970). O clube paulista não venceu nem mesmo uma das edições do Torneio Rio x São Paulo disputadas até 1966. O São Paulo que conhecemos começou a ser forjado no início da década de 1970 e entrou para o grupo dos grandes clubes brasileiros ao vencer o Brasileiro de 1977, depois de ter sido vice-campeão em 1971 e 1973.

 

De 1970 a 1999

Foi também nesse momento que a escrita, equilibrada até então, virou para o lado do São Paulo. De 1970 a 1999, ou seja, 30 anos, foram 33 jogos com apenas 7 vitórias do Fluminense, 9 empates e 17 vitórias do São Paulo. Existe um detalhe nesse período: foram apenas 11 partidas no Rio e 21 em São Paulo. Em 1970, houve um jogo disputado em Maceió. Isso pelo menos foi corrigido com os pontos corridos, sistema de disputa utilizado no Brasileiro a partir de 2003 (um jogo lá, um jogo aqui).

 

Outro detalhe: o Fluminense ficou de 1988 a 1998 sem vencer o São Paulo. Tivemos 10 jogos com 5 empates e 6 ensaboadas do São Paulo até que o Fluminense vencesse o São Paulo por 2×1 pelo segundo turno da Fase Classificatória do Torneio Rio São Paulo de 1998.

 

No total, até 1999 nós tínhamos 78 jogos com 28 vitórias, 14 empates e 36 derrotas, com 124 gols a favor e 136 contra.

 

Século XXI

De 2000 a 2019, nós tivemos 45 jogos com 17 vitórias do Fluminense, 11 empates e 17 derrotas, com 63 gols a favor e 59 contra. Equilíbrio, correto? Sim e não. Até 2004, o São Paulo venceu o Fluminense 8 vezes e perdeu apenas 3. Foi nesse período que o São Paulo meteu um 6×0 no Fluminense pelo Brasileiro de 2002, no Morumbi (olha aí o Morumbi de novo), com direito ao Romário dar um tapa na cara do Andrey durante o jogo. A partir de 2004, o Fluminense passou a vencer mais o São Paulo. Tivemos 14 vitórias contra 9 derrotas. Do nosso lado, goleamos o São Paulo três vezes: duas vezes por 5×2, a primeira em 2001 (jogaço do Asprilla) e a segunda em 2014 (jogaço do gorducho Walter), e uma por 4×1 em 2010.

 

Decisões

Fluminense e São Paulo nunca decidiram um título.

 

Cruzamentos Eliminatórios

Com relação aos cruzamentos eliminatórios, eles já se esbarraram em 5 oportunidades com uma única vitória do Fluminense e quatro do São Paulo.

 

A vitória do Fluminense foi nas quartas-de-final da Libertadores de 2008 (0x1 e 3×1).

 

As vitórias do São Paulo foram obtidas nas (1) quartas-de-final do Brasileiro de 1986 (1×0 e 0x2), quando conquistou o Brasileiro; (2) na primeira fase do Torneio Rio x São Paulo de 1997, uma espécie de quartas-de-final (2×2, 1×1 e 4×5 nos pênaltis); (3) na semifinal do Torneio Rio x São Paulo de 2001, também conquistado pelo São Paulo (0x1, 2×1 e 6×7 nos pênaltis) e na (4) segunda fase da fase classificatória da Sul-Americana de 2003 (0x1 e 1×1).

 

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FLUMINENSE X CORINTHIANS

Fluminense e Corinthians se enfrentaram pela primeira vez em 1933 em um jogo amistoso na Laranjeiras. O resultado foi emblemático: 4×4. Digo isso pois esse confronto é marcado pelo equilíbrio. Temos 111 jogos, com 40 vitórias do Fluminense, 32 empates e 39 derrotas, com 142 gols a favor e 143 contra.

 

Até 1999

Até 1999, o confronto registrava 62 jogos com 22 vitórias, 17 empates e 23 derrotas, com 93 gols a favor e 96 contra.

 

Século XXI

Neste século, o confronto registra 49 jogos com 18 vitórias, 15 empates e 16 derrotas, com 50 gols a favor e 47 gols contra. Como disse, esse confronto é sempre marcado pelo equilíbrio.

 

Decisões

A única decisão foi a Copa Rio de 1952, vencida pelo Fluminense;

 

Confrontos Eliminatórios

Com relação aos confrontos eliminatórios, o Fluminense possui apenas uma única vitória contra 5 do Corinthians:

 

– O Fluminense eliminou o Corinthians na semifinal do Brasileiro de 1984;

– Por sua vez, o Corinthians eliminou o Fluminense (1 e 2) nas semifinais do Brasileiro de 1976 e 2002; (3) nas quartas-de-final de 2009 e (4) nas oitavas-de-final de 2016 da Copa do Brasil e (5) nas quartas-de-final da Sul-Americana de 2019.

 

Com relação ao Brasileiro de 2010, não houve uma decisão entre os dois clubes, um confronto direto que definisse o título. Houve sim uma disputa do título, que chegou a última rodada podendo ser conquistado pelo Fluminense, Corinthians e Cruzeiro. A última rodada foi disputada no dia 02/12/2010 e o jogo do 2º turno entre os dois clubes foi disputado no dia 15/09/2010, com a vitória Corinthiana por 2×1, que também havia vencido no 1º turno por 1×0. Esse campeonato terminou com o título tricolor, o Cruzeiro em segundo e o Corinthians em terceiro.

 

Se voltarmos muito mais no tempo, temos uma situação similar ao Brasileiro de 2010 no Torneio Rio de São Paulo de 1954, disputado por pontos corridos. O Fluminense, que só dependia de si para ser campeão, perdeu a última partida contra o Vasco, 0x1, no dia 10/07/1954. No mesmo dia, o Corinthians derrotou o Palmeiras por 1×0, chegando a 14 ponto contra 13 do Fluminense, e conquistou o título. Detalhe: com a derrota do Fluminense, se o Palmeiras tivesse vencido o Corinthians, ele teria sido o campeão com 14 pontos (tinha 12).

 

Uma história

Em 2009, o Corinthians se sagrou campeão da Copa do Brasil tendo eliminado o Fluminense nas quartas-de-final (0x1 e 2×2). Depois de conquistar o título no dia 01/07/2009, quarta-feira, o Corinthians pegaria o Fluminense já no fim-de-semana seguinte pela nona rodada do Brasileiro, que foi disputada nos dias 04/07 e 05/07. Assim, o Corinthians pediu ao Fluminense, que fidalgamente aceitou, a postergação desta partida para o dia 08/07, quarta-feira da outra semana, para poder fazer a festa de entrega das faixas, com os jogadores do Fluminense colocando as faixas de campeão nos jogadores do Corinthians. O Fluminense acabou sendo goleado por 4×2, com direito a três gols do rechonchudo Ronaldo, e fechou com chave de ouro a festa corintiana.

 

A título de comparação, em 2007, o Fluminense se sagrou campeão da Copa do Brasil no dia 06/06/2007, quarta-feira, e disputou normalmente no dia 10/06/2007, domingo, a partida contra o Sport-PE, vencida por 3×0 no Maracanã.

 

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FLUMINENSE X SANTOS

Fluminense e Santos se enfrentam desde 1918, já tendo disputado 99 partidas com 38 vitórias do Fluminense, 21 empates e 40 derrotas, com 159 gols a favor e 160 contra. Trata-se de um confronto marcado pelo equilíbrio, o mais antigo contra um dos 4 grandes paulistas, havendo momentos de vantagem para cada clube.

 

Século XX

Até 1969, o confronto apresentava 29 jogos com 11 vitórias do Fluminense, 6 empates e 12 derrotas, com 62 gols a favor e 51 contra.

 

De 1970 a 1999, nós tivemos 29 jogos com 12 vitórias, 6 empates e 11 derrotas, com 44 gols a favor e 41 contra.

 

No total até 1999, nós tínhamos 58 jogos com 23 vitórias, 12 empates e 23 derrotas, com 106 gols a favor e 92 contra. Lembram-se do equilíbrio?

 

Fase Pelé

Até mesmo na Fase Pelé, o Fluminense fez frente ao Santos. De 1956, início da carreira de Pelé no Santos, até 1974, quando ele encerrou e foi jogar no Cosmos, os dois clubes se enfrentaram 16 vezes com 6 vitórias do Fluminense, 3 empates e 7 derrotas, com 25 gols a favor e 26 contra. Não tenho como afirmar se Pelé disputou todas as partidas desse período contra o Fluminense, mas isso já nos dá uma boa referência, tanto que chamei esse momento de Fase Pelé. Mesmo assim, não podemos nos esquecer que o Santos não se resumia a Pelé, e mesmo sem ele, era um time espetacular.

 

Século XXI

Neste século, nós temos 41 jogos com 15 vitórias, 9 empates e 17 derrotas, com 53 gols a favor e 68 contra. O saldo negativo de gols se deve a 4 goleadas do Santos nesse período (4×1, 2003; 5×0, 2004; 4×1, 2009, e 4×2, 2016). Desde 2000, o Fluminense aplicou apenas uma: 4×2, 2007.

 

O problema é que desde 2015, Santos e Fluminense se enfrentaram 10 vezes com duas vitórias do Fluminense, 2 empates e 6 derrotas, com 11 gols a favor e 19 contra. As 6 vitórias do Santos foram conquistadas através de duas trincas.

 

Decisões

Fluminense e Santos nunca decidiram um título.

 

Cruzamentos Eliminatórios

Com relação aos cruzamentos eliminatórios, eles já se enfrentaram duas vezes. A primeira foi na semifinal do Brasileiro de 1995.

 

Depois de uma vitória por 4×1 no primeiro jogo da semifinal, o Fluminense foi para São Paulo podendo perder por dois gols de diferença. O time do Fluminense desse Brasileiro tinha um futebol eficiente, mas que não era vistoso. Muitas vitórias apertadas por 1×0, com um ataque insonso e uma defesa sólida. Fazer gol naquele Fluminense era muito difícil. A vitória por 4×1 foi a primeira vez nesse campeonato que o Fluminense marcou 4 gols. Antes, só um 3×1 contra o União São João de Araras. Na defesa, o Fluminense só tomou mais de um gol em duas partidas de 23 jogos disputados na Fase Classificatória (Cruzeiro 2×0 e Juventude 3×1).

 

Mesmo assim, depois de vencer o Santos por 4×1, o Fluminense conseguiu perder por 5×2, totalizando 6×6 na semifinal. O Santos jogava pelo empate. Na fase classificatória, havíamos vencido o Santos por 1×0 nas Laranjeiras.

 

Em 2005, os dois clubes se cruzaram pela última vez, na primeira fase da Sul-Americana. Cada clube ganhou seu jogo por 2×1 e a vaga foi decidida nos pênaltis com vitória do Fluminense por 4×2.

 

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FLUMINENSE X PALMEIRAS

Fluminense e Palmeiras se enfrentam desde 1926 já tendo disputado 112 jogos com 36 vitórias do Fluminense, 16 empates e nada mais, nada menos, que 60 derrotas, com 155 gols a favor e 194 contra.

 

Da Década de 1920 a Década de 1960

Nas primeiras 5 décadas do confronto, os dois clubes disputaram 42 jogos com 13 vitórias do Fluminense, 7 empates e 22 derrotas, com 71 gols a favor e 83 contra.

 

Décadas de 1970 e 1980

Nestas duas décadas, o confronto foi marcado pelo equilíbrio. Houve apenas 14 jogos com 6 vitórias do Fluminense, 2 empates e 6 vitórias do Palmeiras, com 15 gols do Fluminense e 12 do Palmeiras. Pelo Brasileiro de 1989, no último jogo da década, o Palmeiras venceu o Fluminense no Maracanã por 1×0 com um gol de Paulinho Carioca, autor do gol de falta contra o Bangu em 1985 que garantiu a conquista do tricampeonato estadual.

 

Década de 1990

Nesta década, tivemos 16 jogos, com 3 vitórias do Fluminense, 3 empates e 10 derrotas, com 21 gols a favor e 33 contra. O saldo de vitórias do Palmeiras explodiu, chegando a 38 x 22. Curiosamente, as três vitórias do Fluminense foram por goleada: 4×2, Brasileiro de 1991; 4×1, Brasileiro de 1994, e 4×0, Torneio Rio x São Paulo de 1999:

 

  • Em 1991, foi a estréia no Brasileiro com Ézio e Bobô atuando pela primeira vez com a camisa do Fluminense. Depois desse jogo, foram 6 derrotas seguidas para o Palmeiras.

 

  • Em 1994, numa daquelas campanhas bipolares com a cara do Fluminense, goleamos, do nada, o campeão Brasileiro de 1993, e que conquistaria o Brasileiro do mesmo ano, por 4×1.

 

  • Em 1999, depois do inacreditável rebaixamento para a Série C, o Fluminense foi disputar o Torneio Rio x São Paulo. No dia 27/01/1999, deu um revertério no time que resolveu golear o Vasco, campeão da Libertadores de 1998, por 4×2. Quatro dias depois, 30/01/1999, o Fluminense resolveu golear o Palmeiras, futuro campeão da Libertadores de 1999, por 4×0. Foram 4 dias em que o Fluminense foi gi-gan-tes-co.

 

Década de 2000

Na década de 2000, os dois clubes jogaram 20 vezes, com 4 vitórias do Fluminense, 3 empates e 13 derrotas, com 26 gols a favor e 38 contra. Nos três primeiros jogos, 3 derrotas seguidas (uma quadra pois o último jogo da década de 1990 havia sido uma derrota por 2×1).

 

Depois disso, o Fluminense venceu jogos seguidos contra o Palmeiras, fato que não ocorria desde a década de 1970. Detalhe: os dois no Parque Antártica. O primeiro por 3×1 pelo Torneio Rio x São Paulo, jogaço do Asprilla. O segundo foi a vitória por 6×2 pelo Brasileiro de 2001. Nesse, todo mundo jogou bem. Também, com um placar desses, não tem como alguém jogar mal. Esse jogo foi disputado no meio de uma tarde de um dia útil. Era para ter sido mais, pois o primeiro tempo terminou 5×1. Depois desse jogo, foram 12 jogos com 3 empates e 9 derrotas, sequência quebrada pela vitória do Fluminense por por 3×0 pelo segundo turno do Brasileiro de 2008.

 

Década de 2010

Nos primeiros 5 anos da década que se encerrou, o Fluminense fez uma coisa impensável: venceu 7 jogos seguidos contra o Palmeiras, tirando parte do saldo negativo das estatísticas. Essa sequência poderia ter sido maior, mas o Fluminense resolveu vacilar no jogo do primeiro turno do Brasileiro de 2010, permitindo o empate do Palmeiras aos 48 minutos do segundo tempo. Se não fosse isso, a sequência teria sido de 9 vitórias (lembrando que o Fluminense havia vencido o Palmeiras por 1×0, gol de Fred, no jogo anterior, pelo segundo turno do Brasileiro de 2009).

 

A partir de 2015, nós tivemos 12 jogos com apenas 3 vitórias e 9 derrotas, sendo 5 seguidas. Entre esses jogos está a semifinal da Copa do Brasil de 2015. O Fluminense venceu a primeira partida por 2×1 e perdeu a segunda pelo mesmo placar, com direito ao Fred perder um gol absurdo no final da partida. Disputa nos pênaltis com mais uma derrota do Fluminense nas penalidades (obrigado Scarpa e Gum).

 

Decisões

Fluminense e Palmeiras nunca decidiram um título, mas estiveram no quadrangular final que decidiu o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970. Os outros dois adversários eram Cruzeiro e Atlético-MG. Na primeira rodada, o Fluminense venceu o Palmeiras por 1×0. Na segunda, o Cruzeiro por 2×1. Na última rodada, quando dependia apenas de si, o Fluminense empatou com o Atlético-MG em 1×1 e se sagrou campeão. O Palmeiras terminou na segunda colocação do quadrangular, apesar do empate contra o Atlético-MG ter passado para a história como a decisão (o Atlético-MG terminou em terceiro), dando a impressão de que o clube mineiro foi o vice-campeão.

 

Cruzamentos Eliminatórios

Fluminense e Palmeiras se cruzaram quatro vezes, com o Palmeiras prevalecendo nas quatro oportunidades:

 

  • Semifinal da Taça Brasil de 1960 – no primeiro jogo, empate em 0x0 São Paulo. No segundo jogo, no Maracanã, o Palmeiras venceu por 1×0 com um gol marcado no fim do jogo (sei que foi no final, mas não sei o minuto);

 

  • Primeira fase da Libertadores de 1971 – os dois clubes brasileiros ficaram no Grupo 3 junto com dois sacos-de-pancada venezuelanos. Passaria para a próxima fase apenas o primeiro colocado do grupo. A disputa seria feita por pontos corridos com turno e returno. Depois de vencer os quatro primeiros jogos, o Fluminense perdeu os últimos dois e a classificação. No dia 03/03/1971, o Fluminense conseguiu perder por 1×0, em pleno Maracanã, para um time venezuelano chamado Deportivo Italia. No primeiro turno, havia vencido por 6×0 na Venezuela. No dia 10/03/1971, o Fluminense recebeu o Palmeiras no Maracanã, ambos com 8 pontos, para decisão da classificação. O Fluminense perdeu por 1×0 e foi eliminado;

 

  • Copa dos Campeões de 2002 – essa Copa foi um torneio organizado pela CBF que teve somente 3 edições (2000, 2001 e 2002). As quartas-de-final foram disputadas em partida única. O Fluminense perdeu por 1×0;

 

  • Copa do Brasil de 2015 – o Fluminense foi eliminado nas já mencionadas semifinais da Copa do Brasil.

 

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FLUMINENSE X ATLÉTICO-MG

Fluminense e Atlético-MG se enfrentam desde 1930 já tendo disputado 93 jogos com 30 vitórias do Fluminense, 26 empates e 37 derrotas, com 134 gols a favor e 146 contra. A vantagem de vitórias do Atlético-MG vem sendo construída lentamente com o decorrer das décadas.

 

De 1930 a 1966 – A Fase dos Amistosos

Até 1966, os dois clubes se enfrentaram na maioria das vezes através de amistosos. Lembrando que até aquele momento, os principais campeonatos do Brasil eram o Torneio Rio x São Paulo, disputado em 1933 e de 1950 a 1966, e que naturalmente excluía o Atlético-MG, e a Taça Brasil, disputada de 1959 a 1968, pela qual os dois clubes nunca se cruzaram. Neste período, tivemos 22 jogos, sendo 17 amistosos, com 10 vitórias do Fluminense, 5 empates e 7 derrotas, com 45 gols a favor e 34 contra.

 

A partir de 1967, os dois clubes se encontraram na Fase Classificatória das quatro edições do Torneio Roberto Gomes Pedrosa e, a partir de 1971, ocasionalmente pelo Brasileiro. Nos últimos três anos da década de 1960, tivemos 4 jogos com uma vitória, um empate e duas derrotas, com um gol a favor e quatro contra. A vitória do Fluminense por 1×0 foi obtida em 1968 em uma partida amistosa. Os demais resultados foram pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa.

 

Terminada a década de 1960, nós tínhamos 26 jogos com 11 vitórias, 6 empates e 9 derrotas, com 46 gols a favor e 38 contra. A vantagem de gols do Fluminense neste momento se devia a uma sequência de goleadas aplicadas entre 1936 e 1937: 6×1, 4×1 e 6×1, as três seguidas. Parte desse saldo foi tirado por duas goleadas do Atlético-MG: 4×1, 1937, e 5×1, 1939. Reparem que esse festival de gols foi no espaço de 4 anos.

 

De 1970 a 1999

De 1970 a 1999, os dois clubes se enfrentaram 29 vezes com 8 vitórias do Fluminense, 7 empates e 14 derrotas, com 36 gols a favor e 48 contra. Na década de 1970, nós tivemos duas vitórias, 3 empates e 5 derrotas. Com esses resultados, o Atlético-MG ficou com uma vitória a mais que o Fluminense, 14 x 13, passando a aumentar lentamente esse saldo com o passar das décadas.

 

Na década de 1980, uma vitória, 1 empate e 4 derrotas. Na década de 1990, o confronto voltou a ser equilibrado: 5 vitórias, 3 empates e 5 derrotas.

 

No final do século XX, nós tínhamos 55 jogos com 19 vitórias, 13 empates e 23 derrotas, com 82 gols a favor e 86 gols.

 

Século XXI

De 2000 a 2019, ou seja, 20 anos, nós tivemos 38 jogos, 40,8% do total do confronto. Isso se deve ao sistema de pontos corridos do campeonato brasileiro, adotado a partir de 2003 (um jogo lá, um jogo aqui). Vale ressaltar esse aspecto porque o Atlético-MG é o primeiro clube a ser analisado fora do Eixo Rio x São Paulo.

 

Neste período, nós tivemos 11 vitórias, 13 empates e 14 derrotas, com 52 gols a favor e 60 contra. O Fluminense goleou o Atlético-MG duas vezes: 5×1, Brasileiro de 2010, e 4×2, Brasileiro de 2016. Por sua vez, o Atlético-MG também goleou duas vezes: 4×1, Brasileiro de 2015 e 5×2, Brasileiro de 2018.

 

Nós também tivemos uma derrota difícil de ser assimilada pelo Brasileiro de 2005. Faltando 5 rodadas para o fim do Brasileiro, que o Fluminense poderia ter brigado para conquistá-lo, mas resolveu jogá-lo na la-ta-do-li-xo, o clube precisava de um ponto para se classificar para a Libertadores, disputada pela última vez 20 anos antes, em 1985. Contudo, o Fluminense perdeu os últimos 5 jogos e deu adeus a vaga: Vasco 2×0, Atlético-MG 2×0, Fortaleza 5×1, Juventude 2×1 e Palmeiras 3×2. Dessa inexplicável sequência de derrotas, o Fluminense perdeu por 3×0 para o Atlético-MG, que acabou sendo rebaixado para a Série B.

 

Decisões

Fluminense e Atlético-MG nunca decidiram um título, mas estiveram no quadrangular final que decidiu o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970. Os outros dois adversários eram Cruzeiro e Atlético-MG. Na primeira rodada, o Fluminense venceu o Palmeiras por 1×0. Na segunda, o Cruzeiro por 1×0. Na última rodada, quando dependia apenas de si, o Fluminense empatou com o Atlético-MG em 1×1 e se sagrou campeão. Neste jogo, o Atlético-MG já estava eliminado (havia empatado com o Cruzeiro por 1×1 na primeira rodada e perdido para o Palmeiras por 3×0 na segunda). Se o Atlético-MG tivesse vencido o Fluminense, teria somado 3 pontos e teria feito com que Fluminense e Palmeiras terminassem empatados com 4 pontos (o Palmeiras venceu o Cruzeiro por 4×2 na última rodada). Acredito que nesse caso, haveria um jogo extra para definir o campeão.

 

Cruzamentos Eliminatórios

Na história do confronto, houve quatro cruzamentos eliminatórios com uma vitória do Fluminense e três do Atlético-MG.

 

Os dois primeiros confrontos foram pela Copa Conmebol, atual Sul-Americana, de 1992 e 1993. Em 1992, na primeira fase que era uma espécie de oitavas-de-final, o Fluminense venceu o primeiro jogo por 2×1 em Juiz de Fora. No jogo de volta, no Mineirão, o Fluminense foi derrotado por 5×1. Em 1993, os dois clubes se encontraram novamente na primeira fase, novamente uma espécie de oitavas-de-final. Dessa vez, houve disputa de fato. Depois de perder o primeiro jogo por 2×0, o Fluminense venceu o segundo pelo mesmo placar nas Laranjeiras. Na disputa por pênaltis, o Fluminense perdeu por 4×2.

 

O terceiro foi na Copa do Brasil de 2000. Depois de eliminar o timaço do Vasco, que se sagraria campeão brasileiro daquele ano (Copa João Havelange) com dois empates nas oitavas-de-final (1×1 e 2×2), o Fluminense foi eliminado pelo Atlético-MG nas quartas-de-final com dois empates: 3×3 e 2×2. Por mais que o Fluminense tenha sido eliminado, foi eliminado com dignidade. Diga-se de passagem, a campanha do Fluminense na Copa do Brasil de 2000 marcou o renascimento do clube depois de vencer a Série C em 1999. Até aquele momento, o Fluminense havia feito uma péssima campanha no Torneio Rio x São Paulo, com uma vitória e 5 derrotas, e um estadual fraquíssimo com direito ao Zetti jogar uma bola para dentro do gol, marcando o terceiro gol do Flamengo no Fla x Flu da Taça Rio (2×3; naquele momento estava 1×2). Depois da Copa do Brasil, o Fluminense terminou a Copa João Havelange na terceira colocação da Fase Classificatória disputada por 25 clubes, sendo superado apenas por Cruzeiro e Sport-PE, caindo nas oitavas-de-final para o São Caetano (o famoso gol do Adhemar que o Murilão aceitou). Tenho para mim que se não tivesse acontecido o Caso Sandro Hiroshi do Brasileiro de 1999, envolvendo Botafogo, Internacional-RS, Gama e São Paulo, o Fluminense teria tido grandes chances de conquistar o Brasileiro da Série B de 2000.

 

O quarto foi pela Sul-Americana de 2003. Os 12 clubes brasileiros classificados foram organizados em 4 grupos com 3 clubes. Disputada por pontos corridos em turno único, passaram para a próxima fase o primeiro colocado de cada grupo. Esses 4 clubes foram então organizados em duas chaves onde o vencedor passou para as quartas-de-final da competição (dois jogos, ida-e-volta). Fluminense, Atlético-MG e Corinthians ficaram no Grupo 2. Depois de vencerem o Corinthians, ambos por 2×0, Fluminense e Atlético-MG chegaram a última para definir quem se classificaria, com a vitória tricolor por 2×0 em pleno Mineirão. O Fluminense caiu na fase seguinte para o São Paulo (0x1 e 1×1), que seria eliminado nas semifinais.

 

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FLUMINENSE X CRUZEIRO

Fluminense e Cruzeiro se enfrentam desde 1940 já tendo disputado 83 jogos com 35 vitórias do Fluminense, 22 empates e 26 derrotas, com 129 gols a favor e 114 contra.

 

Da Década de 1940 a Década de 1960

Fluminense e Cruzeiro começaram a se enfrentar 10 anos depois do início do confronto contra o Atlético-MG. Primeiramente através de amistosos. Depois, nas duas participações do Fluminense na Taça Brasil (1960 e 1966) e nas três primeiras edições do Torneio Roberto Gomes Pedrosa. Até 1969, nós tínhamos 17 jogos com 7 vitórias, 3 empates e 7 derrotas, com 32 gols a favor e 28 contra. Desses 17 jogos, 8 foram amistosos.

 

As Décadas de 1970, 1980 e 1990

Neste período, tivemos 24 jogos com 9 vitórias do Fluminense, 9 empates e 6 derrotas, com 27 gols a favor e 23 contra. Das 24 partidas, 20 foram pelo Campeonato Brasileiro, duas pelo Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970, conquistado pelo Fluminense, e dois amistosos.

 

No fim do Século XX, somávamos 41 jogos com 16 vitórias, 12 empates e 13 derrotas, com 59 gols a favor e 51 contra.

 

Século XXI

Com o início dos pontos corridos no Campeonato Brasileiro em 2003, a quantidade de jogos aumentou bastante. No século XXI, nós já tivemos 42 confrontos com 19 vitórias, 10 empates e 13 derrotas, com 70 gols a favor e 63 contra. Metade dos jogos da história desse confronto foram realizados nos últimos 20 anos.

 

Esse saldo tem uma explicação interessante. Do segundo turno do Brasileiro de 2004 ao segundo turno do Brasileiro de 2006, o Fluminense ganhou 7 partidas seguidas do Cruzeiro. Nesta sequência, nós tivemos as quartas-de-final da Copa do Brasil de 2006 (3×2 no Mineirão, jo-ga-ço do enigma Lenny, e 1×0 no Maracanã) e a goleada pelo Brasileiro de 2005, 6×2, quando o Fluminense teve chance de lutar pelo Brasileiro, mas resolveu jogá-lo na lata do lixo junto com a vaga pela Libertadores.

 

Se abrirmos os números do Século XXI, vemos que o Fluminense venceu 10×5 na década de 2000 e 9×8 na década de 2010.

 

Com relação às goleadas, do nosso lado, nós tivemos o 5×1 de 2002, na estréia do Brasileiro com o Romário vestindo a camisa do Fluminense pela primeira vez num Maracanã lindo; a goleada já mencionada pelo Brasileiro de 2005, e o 4×1 pelo Brasileiro de 2019 (jogaço do João Pedro, o Lenny II, A Missão). Pelo lado do Cruzeiro, eles tiveram o 5×2 pelo Brasileiro de 2003, ano em que o Cruzeiro tinha um timaço e conquistou tudo no Brasil (Estadual, Copa do Brasil e Brasileiro) e dois 4×2, sendo um pelo Brasileiro de 2007 e o outro pelo Brasileiro de 2016.

 

Uma vitória emblemática deste século foi o 3×2 pelo segundo turno do Brasileiro de 2009. Com o time na lanterna e rumando a passos largos para a Série B de 2010, o Fluminense venceu o Cruzeiro no Mineirão. Depois de estar perdendo por 2×0, o Fluminense virou para 3×2, com um gol do Gum e dois do Fred.

 

O importante foram os três pontos e a confirmação da reação, iniciada na rodada anterior, quando o Fluminense, debaixo de muita chuva, venceu o Atlético-MG por 2×1 no Maracanã. Nessas duas rodadas foram lançadas as bases da reação que permitiu ao clube permanecer na Séria A e conquistar os Brasileiros de 2010 e 2012, que poderia ter sido um tricampeonato como o do São Paulo na década anterior (2006, 2007 e 2008), se o Fluminense não tivesse jogado o Brasileiro de 2011 na lata do lixo. Mas isso é outra história.

 

Decisões

Fluminense e Cruzeiro nunca decidiram um título, mas estiveram no quadrangular final que decidiu o Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970.

 

Antes de mencionar o jogo pelo Quadrangular-Final, vale mencionar a vitória do Fluminense sobre o Cruzeiro por 2×1, segundo jogo do clube pela Fase Classificatória (03/10/1970). Essa vitória fez com que o Fluminense ganhasse confiança para disputar o título do campeonato, que acabou conquistando.

 

Com relação ao Quadrangular-Final, os outros dois adversários foram Palmeiras e Atlético-MG. Na primeira rodada, o Fluminense venceu o Palmeiras por 1×0. Na segunda, o Cruzeiro por 1×0, o que permitiu ao Fluminense somar 4 pontos e disputar o jogo contra o Atlético-MG dependendo apenas de um empate, o que de fato aconteceu (1×1, Maracanã, 20/12/1970). O Cruzeiro terminou na última colocação com apenas 1 ponto (1×1 Atlético-MG, 0x1 Fluminense e 2×4 Palmeiras).

 

Cruzamentos Eliminatórios

Os dois clubes já se cruzaram 4 vezes com duas vitórias do Fluminense e duas do Cruzeiro:

 

  • Taça Brasil de 1960 – Na decisão do Grupo Oeste, o primeiro jogo terminou empatado em 1×1. No segundo jogo, o Fluminense goleou o Cruzeiro por 4×1 e ficou com a vaga. Em seguida, o Fluminense passou pelo Grêmio (0x1 e 4×2) e chegou às semifinais, onde foi eliminado pelo Palmeiras (0x0 e 0x1), que se sagrou campeão;

 

  • Taça Brasil de 1966 – O Cruzeiro venceu os dois jogos por 1×0 e 3×1 e se classificou para a final, onde aniquilou sem dó, nem piedade, o Santos de Pelé por 6×2 e 3×2;

 

  • O terceiro confronto foi pelas quartas-de-final da Copa do Brasil de 2006, com uma vitória por 3×2 no Mineirão e 1×0 no Maracanã. Nas semifinais, o Fluminense foi eliminado pelo Vasco: 1×0 no primeiro jogo e 1×1 no segundo;

 

  • O quarto e último confronto foi pelas Oitavas-de-final da Copa do Brasil de 2019. Depois de um empate por 1×1 no Maracanã, Fluminense e Cruzeiro empataram por 2×2 no Mineirão, com a vitória cruzeirense por 3×1 nos pênaltis. Um detalhe: se o gol fora de casa ainda fosse critério de desempate, o Fluminense teria se classificado.

 

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FLUMINENSE X INTERNACIONAL

Fluminense e Internacional se enfrentam desde 1937 já tendo disputado 83 jogos com 26 vitórias do Fluminense, 26 empates e 31 derrotas, com 98 gols a favor e 104 contra. O Fluminense é freguês do Internacional.

 

Século XX

De 1937 a 1965, os dois clubes se enfrentaram apenas 9 vezes com 6 vitórias do Fluminense, 2 empates e uma única derrota, com 16 gols a favor e 10 contra. A partir de 1967, o confronto passou a ser disputado com maior frequência devido ao Torneio Roberto Gomes Pedrosa e ao Campeonato Brasileiro.

 

De 1967 a 1999, o Internacional reinou nos números e virou a escrita ao seu favor: em 34 jogos nós tivemos 7 vitórias, 11 empates e 16 derrotas, com apenas 28 gols a favor e 46 contra. Foi nesse período que o Fluminense foi derrotado pelo Internacional nas semifinais do Brasileiro de 1975, disputada em partida única (2×0, Maracanã, 07/12/1975), e perdeu a decisão da Copa do Brasil de 1992 (2×1 e 0x1). Em 1990, eu me lembro de ver o Januário de Oliveira dizendo na TVE que o Fluminense só perdia e empatava com o Internacional.

 

No total, de 1937 a 1999, nós tivemos 43 jogos com 13 vitórias, 13 empates e 17 derrotas, com 44 gols a favor e 56 contra.

 

Século XXI

Se em 63 anos do século XX nós tivemos 43 jogos, em 20 anos do século XXI nós já tivemos 40 partidas com 13 vitórias do Fluminense, 13 empates e 14 derrotas, com 54 gols a favor e 48 contra. Equilibrado, correto? Mais ou menos.

 

O Fluminense teve uma boa vantagem estatística contra o Internacional de 2000 a 2012. Em 25 jogos, nós tivemos 12 vitórias, 8 empates e apenas 5 derrotas, com 41 gols a favor e 24 contra. Esse período se refletiu até mesmo nos números totais do confronto, fazendo com que o Fluminense virasse a escrita, passando a ter 25 vitórias, 21 empates e 22 derrotas, com 85 gols a favor e 80 contra.

 

Depois disso, ficamos inacreditáveis 7 anos sem vencer o Internacional. Nos 13 jogos disputados de 2013 a 2018, foram 8 derrotas e 5 empates, com 10 gols a favor e 21 contra. Essa sequência foi interrompida no primeiro turno do Brasileiro de 2019, quando o Fluminense finalmente voltou a vencer o Internacional por 2×1 no Maracanã (03/08/2019). Pelo segundo turno, a partida foi vencida pelo Internacional pelo mesmo placar, 2×1 (10/11/2019).

 

Esse confronto não é marcado por goleadas. Neste século nós tivemos apenas duas. Em 2007, o Fluminense venceu por 4×1 em pleno Beira-Rio (26/08/2007), num jogaço do Alex Dias.  Em 2009, o Internacional venceu por 4×2, também no Beira Rio (15/07/2009). Vale dizer que a mencionada goleada do Fluminense em 2007, é a única do clube em toda a história do confronto. Antes disso, o Fluminense meteu 4 gols no Internacional uma única vez, e mesmo assim foi no longínquo ano de 1937 em uma vitória por 4×3 (26/09/1937). O Internacional também não vai muito longe. Tirando a goleada de 2009, existe apenas a goleada por 4×1 pelo Brasileiro de 1997, nos anos sombrios do Fluminense.

 

Decisões

Fluminense e Internacional fizeram a decisão da Copa do Brasil de 1992.

 

O Fluminense não é um clube com muitas decisões nacionais em seu currículo por uma razão muito simples. Os Brasileiros de 2010 e 2012 foram disputados por pontos corridos. O Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970 foi decidido em um quadrangular-final. Assim, nós temos apenas o Brasileiro de 1984 e as Copas do Brasil de 1992, 2005 e 2007. No total, duas vitórias e duas derrotas.

 

O time do Fluminense de 1992, na minha opinião, não era muito bom, mas engrenou na Copa do Brasil daquele ano. Era a primeira vez que o clube disputava a competição, que estava na sua quarta edição. Nos seus primórdios, era dificílimo participar da Copa do Brasil por uma razão muito simples: ela era disputada pelo campeão e o vice dos 27 estaduais de melhor arrecadação, e os 5 campeões dos estados de pior arrecadação, totalizando 32 clubes. O Fluminense se classificou como vice-campeão do estadual de 1991, quando foi derrotado pelo Flamengo na final (1×1 e 2×4).

 

Deixamos pelo caminho Picos-PI, Sergipe, Criciúma e o Sport-PE. Na época, o Criciúma, treinado por um promissor técnico chamado Luiz Felipe Scolari, era um clube que ninguém queria esbarrar, pois, além de viver ótima fase, havia vencido a Copa do Brasil do ano anterior, 1991, contra o Grêmio. Tenho para mim que o Fluminense ganhou confiança e passou a ser candidato ao título quando derrotou o Criciúma por 3×0, no dia 13/11/1992, jogando no Heriberto Hulse lotado. O primeiro jogo havia sido vencido por 2×1, resultado apertado e que não inspirava confiança na classificação.

 

Na decisão, topamos com o Internacional. No primeiro jogo, nas Laranjeiras, vitória por 2×1. O primeiro tempo terminou 1×0 gol de Wágner. No segundo tempo, o Internacional empatou, mas o Fluminense garantiu a apertada vitória com Ézio.

 

No segundo jogo, o Fluminense jogou sem inteligência e tentou garantir o resultado colocando o time inteiro na defesa. Quase conseguiu. Até os 38 minutos do segundo tempo, o jogo estava 0x0. Foi aí que o jogador Pinga do Internacional se jogou na área e conseguiu um pênalti com as graças e beneplácito do juiz José Aparecido de Oliveira, que aceitou a simulação. O gol foi convertido por Célio Silva. Então, praticamente no encerramento da partida, o Fluminense resolveu fazer o que não havia feito o jogo inteiro: partiu para o ataque. Não adiantou de nada. Vitória do Internacional com o time do Fluminense tentando pegar o juiz após o jogo e o troféu envelhecendo na sala do Beira Rio desde 1992. Culpado? Sérgio Cosme, treinador do time em 1992. Pois é, o treinador, e não o juiz. Ao invés de montar um time saindo no contra-ataque, como havia feito na segunda partida contra o Criciúma nas quartas-de-final, Sérgio Cosme montou um time covarde, abdicando do ataque e trazendo de forma perigosa e irresponsável o Internacional para o seu campo de defesa, que mesmo assim só marcou graças à ajuda do juiz.

 

Sérgio Cosme também treinava o Fluminense no Brasileiro de 1988. Na semifinal, quando Washington marcou 1×0 contra o Bahia, no jogo de volta depois do 0x0 no Maracanã, aos 3 minutos do primeiro tempo, ele mandou o time recuar para garantir o resultado. Revi os melhores momentos desse jogo recentemente e posso afirmar que o 2×1 foi pouco. O Bahia tinha mais time, tanto que foi campeão Brasileiro, mas e se o Fluminense tivesse mantido uma postura ofensiva? Será que o resultado não poderia ter sido outro? Poderíamos ter perdido pelo menos com dignidade.

 

 

Cruzamentos Eliminatórios

Na história do confronto, nós tivemos 3 confrontos com duas vitórias do Fluminense e uma do Internacional.

 

O primeiro confronto foi a semifinal do Brasileiro de 1975, disputada em partida única. Como o Fluminense de Rivellino tinha melhor campanha, o jogo foi disputado no Maracanã, onde o Internacional não tomou conhecimento e venceu por 2×0. Na final, também disputada em partida única, o Internacional venceu o Cruzeiro por 1×0 e conquistou o seu primeiro Brasileiro.

 

O segundo confronto foi pelas Oitavas-de-Final da Libertadores de 2012. No primeiro jogo, empate em 0x0 no Beira-Rio, 25/04/2012, com direito ao time gaúcho desperdiçar um pênalti. No segundo jogo, vitória por 2×1, 10/05/2012, e classificação para as quartas-de-final, onde enfrentaríamos o Boca Juniors. No primeiro jogo, derrota por 1×0. No segundo, empate em 1×1 com o gol do Boca sendo marcado aos 45 minutos do segundo tempo. Nesse jogo, o Fluminense jogou de forma displicente, achando que faria o segundo gol a qualquer momento, justamente contra um clube que historicamente joga bem na casa do adversário. No final, adeus à Libertadores.

 

O terceiro confronto foi pelas semifinais da Primeira Liga de 2016. No tempo normal, 2×2. Nos pênaltis, vitória por 3×2 e classificação para a decisão.

 

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FLUMINENSE X GRÊMIO

Fluminense e Grêmio se enfrentam desde 1937 já tendo disputado 84 partidas com 27 vitórias do Fluminense, 22 empates e 35 derrotas, com 94 gols a favor e 108 contra. O Fluminense é freguês do Grêmio.

 

De 1937 a 1989

O primeiro confronto foi vencido pelo Fluminense: 4×0, 15/08/1937. O segundo confronto ocorreu 23 anos depois, 1960, já pela Taça Brasil, quando o Fluminense eliminou o Grêmio na decisão da Zona Sudeste: 0x1, 4×2 e 1×1.

 

Nesse período, de 1937 a 1989, nós tivemos 25 jogos com 9 vitórias do Fluminense, 6 empates e 10 derrotas, com 26 gols a favor e 24 contra. Além do confronto eliminatório da Taça Brasil de 1960, nós tivemos as quartas-de-final do Brasileiro de 1982, dessa vez com a vitória do Grêmio, que havia sido campeão brasileiro de 1981 e que lutava pelo bicampeonato. Depois de um empate por 0x0 em Porto Alegre, o Grêmio virou para cima do Fluminense no Maracanã, vencendo o jogo por 2×1 e se classificando para as semifinais, onde passou pelo Corinthians (2×1 e 3×1). Na final, foi derrotado pelo Flamengo (1×1, 0x0 e 0x1).

 

No último jogo da década de 1980, mais precisamente pelo Brasileiro de 1989, o Grêmio derrotou o Fluminense por 1×0 no Olímpico. Como o jogo não estava sendo transmitido pelo rádio, tive que escutar outros jogos para saber o que acontecia em Porto Alegre. Aí apareceu um repórter dizendo que o Grêmio havia aberto o placar com um gol contra do Fluminense. Era Edinho, jogando pelo Grêmio, que havia marcado de cabeça (18/10/1989).

 

Década de 1990

Nesta década, nós tivemos 8 jogos com uma vitória, um empate e seis derrotas, com 8 gols a favor e 15 contra. A única vitória do Fluminense foi pelo Brasileiro de 1991, quando derrotamos o Grêmio por 2×0 nas Laranjeiras, na campanha do seu primeiro rebaixamento para a Série B.

 

Terminada a década de 1990, nós tínhamos 33 jogos com 10 vitórias, 7 empates e 16 derrotas, com 34 gols a favor e 39 contra.

 

Século XXI

Se no século XX nós tivemos 33 jogos, no século XXI nós já tivemos 51, 60% do total do confronto, com 17 vitórias, 15 empates e 19 derrotas, com 60 gols a favor e 69 contra. Parece equilibrado, mas não é.

 

O Fluminense começou bem, com três vitórias seguidas nos três primeiros jogos do século. A primeira vitória foi por 4×3 num amistoso nas Laranjeiras (Taça Amizade Tricolor). Depois, uma vitória por 1×0 no Olímpico, pela mesma taça, e 1×0 pela Copa João Havelange, gol de Magno Alves. Essa três vitórias foram já sob o comando de Valdir Espinoza, que havia substituído Carlos Alberto Parreira no começo do ano, que depois de vencer a Série C de 1999, foi demitido pelo clube depois de fazer uma péssima campanha no Torneio Rio x São Paulo de 2000, com uma vitória, 1×0 Corinthians, logo no primeiro jogo, e 5 derrotas nos demais 5 jogos. Ronaldinho gaúcho estava no 4×3 e no 1×0 da Copa João Havelange, mas não consegui confirmar se ele estava em campo no segundo jogo do ano, o 1×0 pela Taça da Amizade Tricolor.

 

Se formos um pouco mais além, nos primeiros 15 jogos desde século disputados de 2000 a 2005, o Fluminense teve 10 vitórias, 3 empates e duas derrotas, com 25 gols a favor e 14 gols contra.

 

Só que depois, de 2006 a 2019, nós tivemos 36 jogos com 7 vitórias do Fluminense, 12 empates e 17 derrotas, com 35 gols a favor e 55 contra. Esses números ficaram um pouco menos vergonhosos pois o Fluminense ganhou os dois últimos jogos pelo Brasileiro de 2019 (5×4 e 2×1). Ou seja, de 2006 a 2019, 14 anos, o Fluminense teve menos vitórias que nos primeiros 5 anos desse século.

 

Com relação as goleadas, neste século, o Fluminense não goleou o Grêmio uma única vez. Sendo mais preciso, o Fluminense não goleia o Grêmio desde 1960, quando venceu por 4×2. Pelo Brasileiro de 2006, o Fluminense quase goleou o Grêmio. Depois de estar perdendo por 2×0, virou para 4×2 (25, 31, 34 e 42 minutos do segundo tempo), para tomar o terceiro gol do Grêmio aos 47 e o gol de empate um minuto depois, aos 48, terminando assim 4×4. Já o Grêmio goleou o Fluminense pela Copa do Brasil de 2004, 4×1, depois do empate por 2×2 no Rio, e pelo Brasileiro de 2009, 5×1, pelo segundo turno, pouco antes do início da arrancada que salvou o Fluminense do rebaixamento e pavimentou o caminho para a conquista dos Brasileiros de 2010 e 2012, que, mais uma vez, poderia ter sido um tricampeonato, se o Fluminense não tivesse jogado o Brasileiro de 2011 na lata do lixo.

 

Se citei o 4×4 de 2006, também tenho que citar os dois 5×4 do Fluminense, sendo um pelo Brasileiro de 2011, olha ele aí de novo, e o outro pelo Brasileiro de 2019. Em 2011, Fred fez quatro gols numa virada histórica com muitas alternâncias de gol (0x1, 1×1, 1×2, 2×2, 3×2, 3×3, 3×4, 4×4, 5×4). O terceiro gol do Fluminense no jogo foi marcado por Rafael Sóbis. Em 2019, depois de estar perdendo por 3×0, construídos nos primeiros 21 minutos de jogo, o Fluminense virou para 4×3 aos 26 minutos do segundo tempo, tomou o empate aos 38 minutos, e marcou o quinto gol que garantiu mais essa vitória histórica por 5×4 aos 46 minutos do segundo tempo (Yony González, 2; Luciano, Matheus Ferraz e Pedro).

 

Decisões

O Fluminense e Grêmio nunca decidiram um título.

 

Cruzamentos Eliminatórios

Fluminense e Grêmio já se cruzaram 8 vezes com 3 vitórias do Fluminense e 5 do Grêmio, sendo que 6 desses cruzamentos foram pela Copa do Brasil. Dentre os clubes analisados, o Grêmio é o que mais cruzou com o Fluminense na Copa do Brasil, tendo vencido 4 chaves contra duas do Fluminense.

 

O Fluminense eliminou o Grêmio (1) na já citada decisão da Zona Sudeste da Taça Brasil de 1960 (0x1, 4×2 e 1×1), (2) nas Oitavas-de-Final da Copa do Brasil de 2005 (3×0 e 1×0) e (3) nas Quartas-de-Final da Copa do Brasil de 2015 (0x0 e 1×1).

 

A primeira vitória do Grêmio foi (1) pelas já mencionadas quartas-de-final do Brasileiro de 1982 (0x0 e 1×2). As outras 4 vitórias foram todas pela Copa do Brasil: (2) Oitavas-de-Final de 2001, 1×0 e 0x0; (3) Oitavas-de-Final de 2004, 2×2 e 4×1; (4) Quartas-de-Final de 2010, 3×2 e 2×0, e (5) Oitavas-de-Final de 2017, 3×1 e 2×0.

 

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FLUMINENSE X ATHLETICO-PR

Fluminense e Athletico-PR se enfrentam desde 1935 já tendo disputado 55 jogos com 19 vitórias do Fluminense, 11 empates e 25 derrotas, com 72 gols a favor e 76 contra.

 

Século XX

O primeiro jogo foi disputado em 1935 com a vitória do Fluminense por 4×0 (30/01/1935). Os dois clubes voltaram a se enfrentar 12 anos, 1947, mais uma vez com a vitória do Fluminense por 4×0 (26/01/1947). Depois disso, tivemos 8 derrotas e 3 empates. De 1949 a 1997, foram poucos jogos, 11 no total, tendo o Athletico-PR como mandante de 7 partidas, mas isso não justifica o desempenho tão ruim do Fluminense. Nem em 1970 e 1984, quando fomos campeões brasileiro, o Fluminense derrotou o Athletico-PR (1×1 em cada ano).

Existem alguns confrontos desse período que merecem ser mencionados:

 

1991

No Brasileiro de 1991, o Fluminense tinha um time mediano que, inteligentemente, transformou as Laranjeiras num alçapão. Eu me lembro até que o clube chegou a discutir a possibilidade de disputar a semifinal contra o Bragantino no estádio, mas essa ideia acabou não seguindo adiante. O time começou super-bem vencendo o Palmeiras por 4×2 e o Goiás por 3×2. Um dos gols do Goiás foi um Gol Olímpico marcado por um jogador que viria a defender a lateral esquerda do Fluminense por alguns anos: Lira. Torcida empolgada com o começo, mas já na terceira rodada, no terceiro jogo realizado nas Laranjeiras, o Athletico-PR venceu o Fluminense por 2×0 num domingo de sol. Quando Éder passou perto do alambrado depois do segundo gol, uma chuva de chinelos e radinhos quase o acertou.

 

1992

No Brasileiro de 1992, tivemos um jogo curioso. Um jogador chutou uma bola de fora da área, que bateu no juiz e mudou a trajetória, enganando o Jefferson. Eu achava que a jogada seria anulada, mas descobri, da pior forma possível, que a bola pode desviar no juiz pois ele é ponto neutro. Vitória do Athletico-PR por 1×0. Puxando agora de cabeça, desde que passei a acompanhar o Fluminense, não me lembro de termos tomado outro gol dessa forma, a bola desviando no juiz e enganando o goleiro, ou a nosso favor. Posso estar errado, mas não me lembro.

 

1996

No Brasileiro de 1996, tivemos o jogo do Ricardo Pinto. Faltando quatro rodadas para o final e vindo de uma sequência de três derrotas seguidas, o Fluminense recebeu o Athletico-PR e abriu o placar aos 3 minutos de partida com Leonardo. Depois que o Athletico-PR marcou o terceiro no início do segundo tempo, fui embora e acabei não vendo a pancadaria no final do jogo (Athletico-PR 3×2). Essa foi a quarta derrota seguida de uma sequência de 5 (na rodada seguinte o Fluminense perderia para o Flamengo), que afundou de vez o clube no campeonato. O Fluminense deixou para vencer as duas últimas partidas, quando a água já tinha passado do pescoço, e pior, não dependia mais de si. Relembrando: faltando dois jogos para o fim da Fase Classificatória, os adversários do Fluminense contra o rebaixamento eram Bahia e Criciúma.

O Vasco disse que ia jogar sério e jogou. Na antepenúltima rodada, venceu o Criciúma por 4×2. Na penúltima rodada, vencia o Bahia por 2×1 na Fonte Nova até os 31 minutos do segundo tempo, quando Naldinho empatou para o time da casa. O empate ainda favorecia o Fluminense, que venceu o Juventude por 1×0 nessa rodada. Aos 35 minutos, o juiz Marques Dias da Fonseca marcou um pênalti inexistente para o Bahia. Seis minutos de confusão e três jogadores expulsos: dois do Bahia, Tinho e Parreira, e um do Vasco, Ramón. Pênalti cobrado, Bahia 3×2. No final da partida, a torcida do Bahia gritava: “juiz, juiz, juiz”. Eu acompanhei esse jogo pelo rádio e escutei tudo isso. O Fluminense ainda tentou provar que o juiz havia sido comprado, mas não conseguiu. Se esse jogo, Bahia x Vasco, tivesse terminado com a vitória vascaína ou um empate, o Fluminense teria permanecido na Série A.

O Flamengo venceu o Fluminense na antepenúltima rodada por 3×1. Depois disso, simplesmente perdeu seus dois últimos jogos sem oferecer qualquer resistência. Para quem? Criciúma na penúltima rodada (0x2) e para o Bahia na última (0x1). O jogo contra o Bahia foi no mínimo tragicômico. Aos 22 minutos do primeiro tempo, o Flamengo teve um jogador expulso: Fabiano. Mesmo sem querer jogar, o Bahia só marcou o seu gol, o único da partida, aos 16 minutos do segundo tempo, através de Edmundo (não é o animal), num lance em que a defesa do Flamengo parou para que o gol fosse marcado (esse gol está no Youtube).  Depois disso, o Flamengo teve mais um jogador expulso, Fábio Baiano, terminando com 9 jogadores em campo, contra 11 do Bahia. Ressalto que se o Flamengo tivesse vencido ou empatado um desses dois jogos, o Fluminense teria permanecido na Série A.

O próprio Globo, numa atitude impensável nos dias de hoje, escreveu: “O fato é que o Flamengo não quer a culpa pela queda do Fluminense. Mas vale lembrar que o time venceu o tricolor no domingo e perdeu exatamente para os dois adversários diretos do Fluminense (Criciúma e Bahia). Se ao menos tivesse vencido os dois últimos jogos, o Flamengo não só teria garantido o Fluminense na primeira divisão como, com 36 pontos, disputaria a última vaga com a Portuguesa pelo saldo de gols”. Já Joel Santana deixou a posição do Flamengo transparente na mesma reportagem: “Lembra aí que o Fluminense caiu porque jogou 23 vezes mal”.

Na última rodada, o Athletico-PR perdeu docemente para o Criciúma, com direito a sua torcida celebrar a derrota do seu time com os jogadores do Criciúma no alambrado. O primeiro gol do Criciúma foi marcado por um conhecido nosso: Marcão. Ressalto que se o Athletico-PR tivesse vencido ou empatado com o Criciúma, o Fluminense teria permanecido na Série A. Apenas ressaltei, pois depois da confusão com o Ricardo Pinto, um torcedor do Fluminense teria que ser um completo idiota para acreditar nessa possibilidade.

Contudo, o rebaixamento não foi por causa das entregas dos jogos, e sim por culpa do próprio Fluminense. Se o Fluminense tivesse vencido ou empatado uma das partidas da sequência de 5 derrotas, teria permanecido na Série A, e o rebaixado teria sido o Bahia. Estou falando de 1 ponto apenas.

Pancadaria nas Laranjeiras; cascudos no Ricardo Pinto; Athletico-PR entregando o jogo contra o Criciúma com sua torcida celebrando com os jogadores adversários; Fluminense rebaixado pela primeira vez e o nascimento de uma forte rivalidade entre os dois clubes, que depois de muitos anos, hoje anda mais calma.

 

1997

Em 1997, o Fluminense começou o estadual com um desajeitado time sob o comando de Júlio César Leal. Depois de um primeiro turno fraco, Júlio César Leal foi dispensado e Valdir Espinoza contratado. O time melhorou muito. Perdeu o título do segundo turno para o Botafogo, num Maracanã com 80 mil pessoas, após empatar em 0x0 (o empate era do Botafogo), num jogo em que o árbitro Carlos Elias Pimentel não marcou dois pênaltis descarados a favor do Fluminense (Nildo aos 35 minutos do primeiro tempo e em Roni aos 38 minutos do segundo tempo; os melhores momentos desse jogo estão no Youtube, com os lances dos pênaltis). O terceiro turno foi perdido para o Vasco pelo critério de desempate (11 pontos cada, mas o Vasco tinha 10 gols a favor, enquanto o Fluminense 9). O problema é que pouco antes do final do terceiro turno, a diretoria do Fluminense liberou Espinoza, que se mandou para o Japão para treinar o Tokyo Verdy. Para mim, naquele momento o Fluminense assinou sua sentença de morte no Brasileiro de 1997, que ainda não havia começado, e mudava os rumos de sua história. Se houve alguma esperança em 1997, ela foi para o Japão.

O clube se preparava para a disputa da Série B de 1997, quando em maio, pouco menos de dois meses para o início do Brasileiro, explodiu o escândalo do Caso Ivens Mendes, envolvendo o Presidente da Comissão Nacional de Arbitragens de Futebol, o tal do Ivens Mendes, já falecido, o presidente do Corinthians, Alberto Dualib, e o presidente de, vejam só, Athletico-PR, Mario Petraglia. Para evitar uma confusão de consequências imprevisíveis, a CBF jogou panos quentes, não puniu ninguém e cancelou o rebaixamento da Série A de 1996. Assim, ninguém teria do que reclamar ou entrar na justiça, cujo pior cenário seria a Justiça Comum, e não a desportiva (órgão administrativo). Para ser mais exato, o Athletico-PR até que recebeu uma punição: começou o Brasileiro de 1997 com menos 5 pontos, sem que isso alterasse sua classificação final. É por isso que ele terminou na 11ª colocação com 28 pontos enquanto o Sport-PE terminou na 12ª colocação com 33 pontos. Ridículo, não? Com relação ao Petraglia, ele foi banido por alguns anos do futebol. Com relação ao Corinthians, não quiseram mexer com o clube paulista, que não recebeu punição alguma.

Foi nesse contexto que o idiota ao Álvaro Barcellos abriu a famosa champanhe, comemorando o cancelamento do rebaixamento. Isso junto com o episódio do Ricardo Pinto mais a fanfarronice do Renato Gaúcho, que disse que desfilaria pelado na Praia de Ipanema caso o clube fosse rebaixado, deu margem para a construção da horrorosa fama de virador de mesa que colou no clube.

Pelo Brasileiro de 1997, já na primeira rodada, o Fluminense tomou uma goleada do Palmeiras no Parque Antárctica: 4×1. Lembro-me do falecido Luciano do Valle dizendo na TV que o Fluminense não tinha condições de estar na Série A. O Fluminense conseguiu fazer uma campanha pior que a de 1996 e foi rebaixado novamente para a Série B. Neste campeonato, Fluminense e Athletico-PR empataram em 0x0 em Curitiba.

 

Fechamos o século XX com 13 jogos, duas vitórias, 3 empates e 8 derrotas, com 15 gols marcados e 22 contra.

 

Século XXI

Neste século, nós já tivemos 42 jogos com 17 vitórias, 8 empates e 17 derrotas, com 57 gols a favor e 54 contra. Parece equilibrado, mas não é.

 

Nos primeiros 9 jogos desse século, nós tivemos duas vitórias, um empate e 6 derrotas, com 10 gols a favor e 16 contra. Números ruins, mas pelo menos tivemos duas vitórias.

 

A primeira vitória do Fluminense, depois de 54 anos, foi pela Fase Classificatória do Brasileiro de 2001. Diga-se de passagem, essa foi a primeira vitória do Fluminense sobre o Athletico-PR em campeonatos nacionais, disputados desde 1959. Rony abiu o placar, aos 31 minutos do primeiro tempo. O Athletico-PR empatou aos 36 minutos do segundo tempo, e, um minuto depois, Sidney chutou uma bola de longe sem muita pretensão e o goleiro atleticano acabou aceitando.

 

Os dois clubes voltaram a se encontrar pelas semifinais do mesmo campeonato com a vitória do Athletico-PR por 3×2, ou melhor, Alex Mineiro 3×2 Magno Alves, partida marcada por duas falhas da zaga que nos custaram muito caro: o escorregão do André Luís no segundo gol do Athletico-PR e a saída de bola errada do Régis, que saiu correndo feito um louco e perdeu a bola que deu origem ao terceiro gol do Athletico-PR, marcado aos 43 minutos do segundo tempo  (FFC 1×0, 1×1, 1×2, 2×2 e 3×2). Uma vez, tive a oportunidade de conversar com o Oswaldo de Oliveira e lhe disse que acreditei muito na conquista do Brasileiro de 2001. Muito mais que em 2002, quando o time tinha uma defesa horrorosa sob comando do Renato Gaúcho. Oswaldo de Oliveira tem uma bronca enorme do juiz da partida da semifinal, Paulo Cesar de Oliveira, que segundo ele, não marcou uma penalidade a favor do Fluminense em cima do Fernando Diniz.

 

Vale lembrar que este Brasileiro tinha um regulamento estranho, onde as partidas das quartas-de-final e semifinais foram disputadas em partida única, enquanto as finais foram disputadas em dois jogos. Diga-se de passagem, a quantidade de vezes que o Fluminense foi prejudicado por regulamentos estranhos é assombrosa: semifinais decididas em partida única como em 1975, 1976 e 2001, sem a chance de reverter o resultado no segundo jogo, e, a pior de todas, as semifinais de 1991, quando o Bragantino jogou com a vantagem de um ponto, e não do empate. Ou seja, ao vencer a primeira partida no Maracanã por 1×0, gol de ex-tricolor Franklin, o clube paulista já estava classificado para a final. O segundo jogo da semifinal foi transformando num amistoso sem relevância. Mesmo que o Fluminense tivesse vencido essa partida por 10×0, o Bragantino já estava classificado (foi 1×1, gol do Ézio).

 

No segundo turno do Brasileiro de 2005, o Fluminense passou a prevalecer no confronto até o primeiro turno do Brasileiro de 2015. Nós tivemos 20 jogos com 13 vitórias, 5 empates e apenas duas derrotas, com 39 gols a favor e 18 contra. Foi nesse período que nós tivemos as quartas-de-final da Copa do Brasil de 2007. Depois de um empate em 1×1 no Maracanã, o Fluminense venceu em Curitiba por 1×0 e se classificou para a semifinal. Para mim, foi ali que o Fluminense se candidatou de fato ao título. Esse período foi tão importante que o saldo do Fluminense no confronto passou a ser positivo: 42 jogos, 17 vitórias, 9 empates e 16 derrotas, com 64 gols a favor e 56 contra.

 

A partir do segundo turno do Brasileiro de 2015, o Athletico-PR voltou a prevalecer nos números. Desde então, nós já tivemos 13 jogos com apenas duas vitórias, 2 empates e 9 derrotas, com 8 gols a favor e 20 contra. Inclusive, o Athletico-PR está com uma quina em andamento pois venceu as últimas 5 partidas. Nessa fase, o Fluminense conseguiu transformar as semifinais da Sulamericana de 2018 em dois jogos-treinos com duas vitórias atleticanas. Justamente num momento em que se joga com sangue nos olhos e faca nos dentes, como se não houvesse amanhã, como se a vida dos seus pais e dos seus filhos dependesse da classificação, o Fluminense não ofereceu resistência alguma. No segundo jogo, no Maracanã, depois de ter perdido por 2×0 em Curitiba, a atuação do Fluminense foi tão ridícula, que o Athletico-PR jogou apenas o suficiente para vencer novamente por 2×0, se poupando para a final.

 

Nesse período, nós tivemos a decisão da “importantíssima” Primeira Liga de 2016, quando o Fluminense venceu por 1×0, gol do Marcos Júnior.

 

Com relação as goleadas, neste século cada um teve a sua. Em 2005, o Fluminense venceu por 4×1 pelo segundo turno do Brasileiro que poderia ter vencido, mas que jogou na lata do lixo junto com a vaga para a Libertadores. Um ano antes, pelo primeiro turno do Brasileiro de 2004, o Athletico-PR venceu o Fluminense pelo mesmo placar, 4×1, em uma das clássicas campanhas bipolares do tricolor.

 

Decisões

Fluminense e Athletico-PR decidiram a Primeira Liga de 2016 com a vitória do Fluminense por 1×0.

 

Cruzamentos Eliminatórios

Os dois clubes já se cruzaram 3 vezes, com uma vitória do Fluminense e duas do Athletico-PR.

 

O Fluminense venceu as quartas-de-final da Copa do Brasil de 2007, quando conquistou seu único título na competição.

 

O Athletico venceu as semifinais do Brasileiro de 2001, 3×2, disputada em partida única, e as semifinais da Sulamericana de 2018.