Adeus, meu amigo Adalberto

No início de dezembro de 2001 conversamos com Adalberto Leite Martins no escritório da Publicart, na Praia de Botafogo. Adalberto sempre tranquilo e simpático falou sobre sua carreira:

 

“Eu quando garoto vivia na Ilha do Governador. Sou paulista da capital, do bairro de Santana, e cheguei aqui no Rio com 5 anos.

 

Eu gostava de ver futebol, mas não tinha pretensões de jogar. Não era um fanático para a prática do futebol. Tanto que comecei a jogar com 13 para 14 anos, no gol. Não tinha a menor intenção de ser profissional, porque minha meta era estudar medicina.

 

Jogando futebol fui melhorando, melhorando, até que uns amigos meus me perguntaram se eu não gostaria de treinar no Fluminense. Eu respondi que não, porque era ruim na Ilha e não tinha condições de treinar no Fluminense. Por sinal, meu pai era Fluminense e a primeira partida que eu assisti, foi em l946 quando o Fluminense foi supercampeão, no campo do Vasco. Nessa partida o jogador que mais me entusiasmou foi o Orlando “Pingo de Ouro”, quando vi aquele jogador pequenininho correr o campo todo.

 

Em 48, fui então treinar no Fluminense por insistência de um grupo de amigos, que tinha sido convidado pelo Preguinho. Comprei todo o material e fui treinar. No vestiário, o Afonso, que era o roupeiro, virou-se para mim e perguntou se eu era goleiro mesmo, porque eu coloquei a joelheira trocada.

 

O juvenil do Fluminense era sensacional. Jogavam Veludo, Lafaiete, Batatais, Osvaldo, Waldir, Luciano, Haroldo, Robson, João Carlos, Jerônimo, Tite. O Pinheiro, ainda, não tinha chegado. Fiquei aguardando, até que o Oto Vieira me mandou entrar e fui enfrentar essa linha. Talvez, pela agressividade desse ataque eu fiz tantas defesas, como nunca eu tinha feito na vida. Quando terminou o treino me disseram que eu ia ficar.

 

Chegando à casa mostrei ao meu pai os documentos que ele tinha que assinar. Ele virou-se para mim e disse: “Você não pega nada, como vai jogar no Fluminense? Você não vai fazer medicina? Respondi que ia fazer medicina, mas era Fluminense. Meu pai assinou os documentos e com 16 anos fiquei no clube cercado de todo o carinho. O Fluminense me pagou o ginásio, na MABE, e o científico. Eu sou Fluminense até hoje”.

 

Adalberto e o Fluminense

Naquela época os campeonatos de juvenis eram disputadíssimos. Os clubes formavam grandes equipes. Adalberto nos fala sobre o tricampeonato conquistado pelo Fluminense:

 

“No Fluminense, Vasco, Flamengo, Bangu existiam jogadores maravilhosos. Os jogos eram muito difíceis. Agora, o time do Fluminense era maravilhoso. Eu era reserva do Veludo, em 48, passando a titular em 49. O Fluminense fazia um trabalho de base muito profundo. Sempre surgiam excelentes jogadores”.

 

O Fluminense era uma escola de goleiros e Adalberto nos conta como era conviver com esses seus extraordinários companheiros, Castilho e Veludo:

 

“Eu sempre digo que não fui um grande jogador, mas fui um grande profissional com certeza absoluta. Eu me cuidava muito, treinava muito. Nunca tive vida boêmia, nunca gostei. Acontece que eu conseguia entrar no contexto por minha vontade de vencer.

As chances apareciam porque os dois goleiros excepcionais, Castilho e Veludo, estavam sempre na seleção. Quando não eram os dois, pelo menos um. Tanto que eu participei de todas as excursões do Fluminense. Na primeira excursão, que foi em 49 ou 50, eu estava pescando, na Ilha, quando chegou um recado do falecido Baeta Neves, que era diretor do Fluminense, para eu me apresentar. Não estava nos meus planos a viagem, porque o Fluminense tinha dois outros goleiros, Caxambu e Mariano. Fomos eu e o Veludo e a excursão durou três meses pela América do Sul. Foi uma experiência maravilhosa. Depois, quando o Veludo, foi emprestado ao Nacional, de Montevidéu, eu fiquei na reserva do Castilho”.

 

Em l954, ano da Copa do Mundo, na Suíça, Adalberto disputou o Torneio Rio São Paulo como titular e o Fluminense, perdendo  o título na última rodada:

 

“O Fluminense vinha muito bem mas o Vasco tomou todos os cuidados para os jogos finais. Inclusive, foram  escalados o Danilo que não vinha jogando e o Ademir. Perdemos para o Vasco e ficamos um ponto atrás do Corinthians, que foi o campeão.”

 

Adalberto e o Botafogo

Adalberto fala sobre sua vida profissional como jogador após l955, quando deixou o Fluminense:

 

“Fiquei no Fluminense até l955, quando surgiu uma proposta para ir jogar no Jabaquara, clube de Santos. Fomos eu e o Getúlio, que depois jogou no Santos.

 

No Jabaquara foi muito bom. Treinávamos no campo do Santos, o que meu deu a chance de ter contato com o Pelé, quando ele chegou ao clube. O Jabaquara tinha vendido o estádio, na Ponta da Praia.

 

Eu não queria ficar mais no Jabaquara, porque o salário estava atrasando, quando o Zezé Moreira me perguntou se eu não queria ir para o Botafogo. A mando dele fui procurar o Geninho, que era o técnico, mas estava saindo. Entrou o Saldanha que logo excursionou com o time à Venezuela. Comecei a treinar com o Paulo Amaral. Foi um período fantástico, porque eu treinava muito. Saldanha retornou e o Paulo Amaral me recomendou. Treinei, estava em forma e o Saldanha pediu a minha contratação.

 

Nesse período, o Botafogo tinha como titular o Amauri e na reserva Pereira Natero e Joselias. Já no campeonato de l957, no 1º turno, na semana do jogo contra o Fluminense, o Amauri pega a gripe asiática. Na concentração estávamos eu, Pereira Natero e o Joselias. No dia do jogo, o Saldanha escalou o time comigo no gol. Perdemos por 1 a 0, Castilho defendeu um pênalti cobrado pelo Didi e depois do jogo o Saldanha disse que eu não sairia mais do time.

 

O time do Botafogo era muito unido. No grupo que jogou em 56, entramos eu e o Servílio, que veio do Flamengo. Os jogos no campeonato de 57 foram muito difíceis. Eu me lembro que contra o Flamengo, 1 a 1, no returno, joguei nesses dias que não entrava nada. Ganhei de prêmio como craque do jogo um relógio Mondaine.

 

Quem, na realidade, vinha bem era o Fluminense. O Botafogo vinha acompanhando. Tanto que no último jogo nós estávamos um ponto atrás. Para o Fluminense bastaria o empate.

 

Na final, eu me lembro, o Fluminense fez uns ataques muito bons. Houve até um lance em que o Tomé fez pênalti e o juiz não deu.

 

O Altair estava avançando muito e o Garrincha não dava combate, ficava lá. No primeiro gol, o Altair centrou, eu segurei a bola e dei rápido para o Garrincha com a mão. Mané partiu, passou pelo Clóvis e o Pinheiro e deu para o Paulinho Valentim marcar. Garrincha estava num dia endiabrado e metemos 6 a 2.

 

O Saldanha, quando foi para o Botafogo, era uma espécie de diretor e técnico. Parece que nos primeiros meses não ganhava nada.

 

Saldanha trabalhava com total liberdade, ninguém se intrometia no futebol. A base do trabalho era a total confiança. Ele fazia algumas anotações na carteira de cigarros. Para mim chamava atenção para as saídas do gol e para o Garrincha dizia: “não quero que você vá para o meio”. Algumas vezes alertava o Servílio na cobertura do Nílton. As preleções eram rápidas antes dos jogos e nos intervalos das partidas. Tanto que nós tínhamos tempo demais. Quando voltávamos para o campo nos reuníamos e falávamos “vamos pegar fulano, sicrano”.

 

Uma vez, após o carnaval, fomos jogar um amistoso, em Belo Horizonte, contra o Atlético Mineiro. Terminou o primeiro tempo 4 a 0 para o Atlético. No intervalo, Nilton, Didi, os cobras queriam sair. Saldanha virou-se e disse: “se estão pensando que vai sair alguém, não vai sair ninguém. Estão perdendo de 4 e vão perder de 8”. Conclusão, ganhamos o jogo de 5 a 4.

 

Depois de 57, não sei a razão, estava em grande forma, houve uma reviravolta em relação a mim. Até o Havelange me disse que eu estava cotado para a seleção. O pai do Amauri era médico do Botafogo e tinha muita força. Aí, o Saldanha colocou o Amauri num jogo contra o Santos pelo Rio x São Paulo. O Botafogo perdeu. Em outros jogos a torcida pedia meu nome e alguns diziam que eu não estava jogando porque era preto. O Tarzan, que era o líder da torcida, chegou a fazer uma campanha a meu favor.

 

Fiquei na reserva do Amauri e na decisão contra o Vasco, os jogadores queriam que eu jogasse, porque eu sempre fui frio e passava tranquilidade. Pensei que ia jogar, mas não fui escalado. Perdemos para o Vasco, com dois gols de Pinga.

 

Em l959, veio o Manga. Ainda, voltei para o time e excursionei. Saldanha falou comigo: “vamos contratar o Manga, porque é bom goleiro. Mas, ele é venal”. Colocaram o Manga no time, na verdade um senhor goleiro.

 

Eu estava com 31 anos e queria jogar. Surgiu uma proposta do Monterrey, do México, e eu pedi ao Brandão Filho a liberação do meu passe. Aguardei um mês, o Botafogo não me deu o passe, alegando que todos gostavam de mim e eu era patrimônio do clube. Minha intenção era receber o passe e vender ao Monterrey para ganhar algum dinheiro.

 

Diante da resposta do Botafogo resolvi parar. Alguns companheiros como Nilton Santos, Zagalo, Dr. Lídio se surpreenderam, mas parei. Entrei como funcionário do clube, na função de treinador de goleiros. Achava aquilo limitado. Depois fui ser auxiliar técnico. Mais tarde fui supervisor. Quando contrataram o Cláudio Coutinho, resolvi sair. Tentei direito, mas no 6º período vi que era um peixe fora d’água e passei para Educação Física.”

 

Adalberto e sua dignidade

Adalberto foi envolvido num dos mais rumorosos casos de acordos escusos no futebol carioca. Ele fala com total transparência sobre o que aconteceu:

 

“Eu tinha saído do Botafogo e fui convidado para dirigir os juniores do Olaria. O time vinha em terceiro lugar, jogando muito bem. Num domingo, quando cheguei ao estádio do Olaria, o Edmundo Cigarro me chama no campo e diz claramente: “estamos com um esquema todo armado para que o junior perca para o Vasco, que nos facilitará ganhar nos profissionais”.

 

Nos juniores o Vasco, ainda, tinha chances de ser campeão, enquanto nos profissionais o Olaria precisava se classificar. O Edmundo acrescentou: “eu estou lhe falando isso, mas se você disser alguma coisa eu vou negar”. Aquilo me transtornou. Eu tive uma formação de família, que nunca aceitou desonestidade, além da escola que foi para mim o Fluminense. Respondi ao Edmundo que ele como diretor era dono do clube e eu estava indo embora. Antes de sair achei que deveria dar uma satisfação aos jogadores. Reuni eles todos e contei o ocorrido. Disse que não iria participar daquela desonestidade.

 

Colocaram contra o Vasco, em São Januário, o time reserva de juniores e os titulares foram jogar na Raiz da Serra. É bom lembrar que no turno tínhamos jogado, em São Januário e o tal esquema nos levou a jogar novamente no campo do Vasco. Passei em casa e fui assistir o jogo. Sabia que tinha algo no ar. O 1º tempo terminou 0 a 0 e preocupado com os garotos, que tinham ido para a Raiz da Serra, fui lá. Quando cheguei não tinha jogo, não tinha nada. Tudo era armação. Depois, eu soube que no 2º tempo, em São Januário, o Edmundo ficou atrás do gol do Olaria e começou a gritar com o goleiro reserva, que tinha entrado: “toma essa, deixa entrar”. No gol do Vasco o goleiro não abafou a bola, que quicou e entrou.

 

Na 3ª feira, quando cheguei ao Olaria, os jogadores me contaram que no jogo de profissionais o Daniel Pinto, técnico do Olaria, tinha invadido o campo revoltado, porque o Vasco ganhou nos profissionais. Daniel atravessou o campo, com os braços erguidos, gritando: “fui traído, fui traído”.

 

Eu queria falar à imprensa e na 4ª feira, no Botafogo, falei aos repórteres que cobriam o clube e ao Sandro Moreira, que contou tudo no Jornal do Brasil. Queriam saber o nome do dirigente que fez o acordo em nome do Vasco. Apesar, de ter ouvido falar no nome do João Silva, eu não pude afirmar.

 

No dia seguinte era notícia em todos os jornais. Resolvi, de manhã, ir ao Olaria e quando cheguei tinha uma proibição impedindo a minha entrada. Já estava meio doído e perguntei quem tinha moral para me barrar. Aí entrei, me aproximei do vestiário e os jogadores dos juniores e dos profissionais me rodearam. Nisso, veio se aproximando o Edmundo, que chegou perto do grupo e quando ia começar a falar, eu o chamei de moleque, safado, desonesto e tudo mais. Ele ficou meio sem jeito diante dos jogadores, mas o fato rendeu. Eu fui chamado a Brasília para falar com o Ministro da Educação. Com a intenção de inverter os papéis começaram a investigar minha vida.

 

Uma vez eu ouvi o Edmundo, na Rádio Nacional, e fui para lá. Ele estava sendo entrevistado e eu sentei na primeira fila. Os seguranças se aproximaram. Continuei encarando o Edmundo e falando em voz alta, que tudo o que estava falando era mentira.

 

Na semana do julgamento, na federação, o Edmundo tentou comprar os jogadores que iam depor. Mas, os garotos foram, todos, a meu favor. O Edmundo foi suspenso por um ano. Eu fiquei satisfeito, porque pude desabafar, mas por outro lado às portas se fecharam para mim. Você passa a ser rotulado de polêmico, inconveniente, criador de caso.

 

Veio, depois, o convite do Fluminense, através do Horte e do Vilela, e eu fui para o Fluminense. Iria até de graça”.

 

Veludo, Castilho, Barbosa, Ademir e Pelé

Adalberto foi contemporâneo de grandes goleiros e excelentes atacantes. Destaca os melhores e também fala sobre seus momentos de alegria:

 

“Sinceramente, sem desmerecer os outros, o melhor goleiro  para mim foi o Veludo. Ele era excepcional. Pena que não se cuidava. O Castilho sabia disso e se cuidava muito. Se você visse o Veludo jogar, verificava que ele fazia todos os fundamentos corretos. Tinha reflexo, saía bem do gol, era perfeito. Muitas vezes chegava da farra, com os olhos vermelhos, para treinar.

 

Gostei muito do Barbosa. Castilho era meu compadre, padrinho do meu filho mais velho. Era, também, muito bom.

 

Quanto aos atacantes, um dos primeiros que eu vi, foi o Ademir. Ele tinha a passada muito rápida e batia muito bem com as duas pernas. O outro foi o Pelé, que, também, batia com as duas pernas. Tem atacante que é bom, mas perde muito tempo, ajeitando para direita ou para esquerda.

 

Minhas grandes alegrias aconteceram quando fui jogar no Fluminense e na conquista do título de campeão carioca de l957 pelo Botafogo. Mas, a maior de todas foi quando o Horta me convidou para voltar ao Fluminense, porque alguém reconheceu a minha honestidade, a minha dignidade”.

 

Adalberto foi um dos profissionais mais dignos que eu tive a oportunidade de conhecer no mundo do futebol. Disciplina, dedicação, companheirismo marcaram sua trajetória profissionais.

 

Lembrarei sempre dos nossos encontros no Aterro do Flamengo. Quando o bom papo fluía com as presenças de Alberto Frazão, ex-goleiro do Fluminense, Duque e, as vezes, Nílton Santos.

 

Adeus, meu amigo Adalberto.

 

Nota: Adalberto Leite Martins nasceu em São Paulo no dia 23 de abril de 1931 e faleceu no dia 6 de abril de 2019, pouco antes de completar 88 anos.

Pelo Fluminense, disputou 54 partidas de 1950 a 1955. O número relativamente pequeno de partidas se explica pelo fato de ter sido contemporâneo de dois dos maiores goleiros da história não só do Fluminense mas do futebol brasileiro: Castilho e Veludo. Quando os dois estavam na Seleção Brasileira para a disputa da Copa do Mundo de 1954, Adalberto viveu seu melhor momento nas Laranjeiras, sendo titular na campanha do Torneio Rio-São Paulo daquele ano, quando o Fluminense foi vice-campeão. Na sequência, ainda como titular, levantou o título do Torneio Início. Como reserva, Adalberto fez parte do elenco campeão carioca de 1951 e da Copa Rio/Mundial de 1952. Nas categorias de juvenil e aspirantes foi campeão carioca por sete anos consecutivos no Fluminense. Juvenil entre 1948 e 1950, aspirante de 1951 a 1954. Foi ainda preparador físico da Máquina Tricolor do presidente Francisco Horta nos anos de 75 e 76. [1]

Pelo Botafogo, atuou de 1957 a 1962, tendo disputado 81 partidas e sofrido 79 gols. Foi campeão do Quadrangular de Bogotá de 1961, Triangular da Costa Rica de 1961 e do Pentagonal do México de 1962. Foi em 1957 que Adalberto conquistou o principal título de sua carreira, o Carioca de 1957, justamente contra o Fluminense. [2]

Disputado por 12 clubes no sistema de pontos corridos com turno e returno, o Carioca de 1957 chegou à última rodada com o Fluminense na liderança com 35 pontos e o Botafogo na segunda colocação com 34. O Fluminense precisava de um empate para ser campeão. No dia 22 de dezembro de 1957, o Botafogo venceu o Fluminense por 6×2 e conquistou o título, o principal da carreira de Adalberto. [3]

 

 

historiadores-dos-esportes-adeus-meu-amigo-adalberto-leite-martins-14

Adalberto e Jefferson

 

fluminense.com.br 20.07.2017

Flu Fest, 22/07/2017. Foto de Maílson Santana/Fluminense. Adalberto está em pé, tendo Jair Marinho à sua esquerda, Campeão do Torneio Rio x São Paulo de 1957 e 1960 e do Carioca de 1959, e Joel à sua direita, Campeão Carioca de 1951. À sua frente está José Rezende, autor do texto e responsável por essa entrevista, ao lado de Índio, de cadeira-de-rodas, Campeão do Torneio Municipal de 1948. Ao lado esquerdo de Jair Marinho está Emílio Ibrahin, Campeão do Torneio Municipal de 1948 junto com Índio. Esse dia pode ser considerado a despedida de Adalberto e de Índio, ambos falecidos, do Fluminense.

 

[1] Fonte: Blog do Bolt (link);

[2] Fonte: Botafogo (link);

[3] Fonte: RSSSF (link).

 

Colaborou: Jorge Priori.

 

 

José Rezende é jornalista, torcedor do Fluminense, responsável pelo Blog Álbum dos Esportes e autor dos livros “Hei de Torcer até Morrer”, sobre o America-RJ, “Eternamente Bangu”, e co-autor, juntamente com o historiador Raymundo Quadros, do livro “Vai dar Zebra”, sobre a história dos clubes pequenos do Rio de Janeiro.

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