Momentos marcantes da carreira de Castilho

“São Castilho” para a grande torcida tricolor e “leiteiro” para as torcidas adversárias. Para mim o maior ídolo da história do Fluminense. Presenciei atuações fantásticas de Castilho, que fizeram dele o “São Castilho” de todos nós tricolores.

 

Assisti também as bolas baterem na trave ou no seu corpo, lances que o transformaram em “leiteiro”, na linguagem popular sortudo, para os que viam nele um obstáculo às vitórias de seus times.

 

Por 19 anos Castilho defendeu a meta tricolor desde a estréia contra o Fluminense de Pouso Alegre- MG, em 1946, até a última partida, em 1965, diante do Santos, no Maracanã, pelo Torneio Rio-São Paulo.

 

No dia 27 de novembro de 2018, Carlos José Castilho completaria 91 anos. Nesta oportunidade quero homenageá-lo, mostrando momentos marcantes de sua brilhante trajetória no mundo do futebol.

 

 

A estréia no Fluminense

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Murilinho, Mirim, Nanati e Castilho, os quatro primeiros da foto, antes da partida contra o Fluminense de Pouso Alegre, Minas Gerais, no dia em que Castilho estreou no Fluminense. O tricolor carioca venceu por 4 a 0.

 

A vitória sobre o “Expresso da Vitória!

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Na decisão do Torneio Municipal, em 1948, contra o famoso “Expresso da Vitória” do Vasco da Gama, Castilho garantiu o título com grande atuação. O Fluminense venceu por 1 a 0. Castilho e Índio se abraçam após a vitória.

 

O primeiro jogo na seleção brasileira

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Convocado por Flávio Costa, Castilho estreou na seleção brasileira contra o Paraguai pela Taça Osvaldo Cruz, em 1950. A partida realizada no estádio do Vasco terminou com a vitória do Brasil por 2 a 0. Antes do jogo vemos Juvenal, Castilho e Nilton Santos.

 

O primeiro título carioca

O Fluminense conquistou o título carioca de 1951 vencendo o Bangu na melhor de três por 1 a 0 e 2 a 0. Castilho foi um dos destaques da equipe dirigida por Zezé Moreira. O goleiro tricolor defende assistido por Pinheiro e Zizinho no primeiro jogo da decisão.

 

 

Titular da seleção brasileira

Castilho assumiu a posição de titular da seleção brasileira no Pan-Americano, em 1952, no Chile. O Brasil venceu o Panamá na estréia por 5 a 0. Equipe brasileira antes do jogo, no Estádio Nacional do Chile: Djalma Santos, Eli, Nilton Santos, Brandãozinho, Castilho e Pinheiro; Mário Américo, Julinho, Didi, Baltazar, Ademir e Rodrigues.

 

A conquista da Taça Rio

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Castilho pratica arrojada defesa diante de Gighia na vitória por 3 a 0 diante do Peñarol. No ano de seu Cinqüentenário, o Fluminense foi campeão da Taça Rio.

 

O pênalti batido por Ademir

Futebol - Fluminense x Vasco, 195 negativos 35 mm PB  acetato
Em setembro de 1952, no campeonato carioca, Castilho, em lance que ficou famoso, defendeu o pênalti batido por Ademir na vitória tricolor por 1 a 0.

 

O sacrifício pelo Fluminense

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Na campanha do título invicto do Torneio Rio-São Paulo de 1957, o Fluminense não contou com Castilho, que foi substituído por Alberto e Vitor Gonzales. O goleiro tricolor havia machucado o dedo mínimo da mão esquerda ao defender um chute de Pepe num treino da seleção brasileira. O problema com o tempo se agravou e Castilho, contra a vontade dos médicos, optou pela amputação de parte do dedo para abreviar o seu retorno à meta do Fluminense.

 

Nos braços da torcida

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Carregado pelos torcedores, Castilho festeja o título antecipado do campeonato carioca de 1959, após a vitória por 2 a 0 sobre o Madureira.

 

 

A incrível defesa contra o Palmeiras

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Em 1960, o Fluminense conquistou pela segunda vez o título do Torneio Rio-São Paulo. Na vitória por 1 a 0 diante do Palmeiras, Castilho praticou um defesa sensacional, que mereceu o cumprimento de Chinezinho, que da entrada da pequena área, cara a cara com o goleiro, chutou forte, rasteiro no canto direito. Tive o privilégio de estar presente no Maracanã.

 

 

O último título no Fluminense

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O último título conquistado por Castilho, no Fluminense, foi o campeonato estadual de 1964, sob o comando técnico de Tim. Castilho e Paulista, chefe da torcida tricolor, se abraçam após a vitória por 3 a 1 sobre o Bangu.

 

José Rezende é jornalista, torcedor do Fluminense, responsável pelo Blog Álbum dos Esportes e autor dos livros “Hei de Torcer até Morrer”, sobre o America-RJ, “Eternamente Bangu”, e co-autor, juntamente com o historiador Raymundo Quadros, do livro “Vai dar Zebra”, sobre a história dos clubes pequenos do Rio de Janeiro.

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