Roberto, o artilheiro do bi estadual em 1968

Nos anos 60, as divisões de base do Botafogo formaram inúmeros excelentes jogadores para o time principal. Muitos obtiveram conquistas memoráveis em suas carreiras. Uma dessas pratas da casa alvinegras era o excepcional atacante Roberto Miranda. Seus principais títulos foram o bicampeonato estadual de 67/68 e o mundial do México em 1970. Em sua residência, em Niterói, conversamos com esse grande artilheiro:

 

“Primeiro José Rezende, é um prazer estar novamente com você e comentar um pouco sobre a minha vida. Ela começou num bairro onde morava um dos maiores jogadores de todos os tempos, que era o Zizinho. Ali, em São Gonçalo, eu comecei a dar os meus primeiros passos. O bairro onde nós jogávamos se chamava Paiva e ali morava um senhor chamado Licineu que era treinador. Na escolinha dele iniciei no futebol. Era a verdadeira pelada e nós jogávamos descalços. Logo depois, eu fui jogar no Manufatura que era uma fábrica de tecidos. Todos eram garotos na faixa de 12, 13 anos. Foi ali no Barreto que coloquei as primeiras chuteiras. Já estava com 14 para 15 anos e joguei contra o Bangu, Vasco e América. Nesses jogos apareceram dois olheiros para me ver.”

 

O desinteresse do Fluminense o levou ao Botafogo

 

“Antes de ir para o Botafogo eu fui para o Fluminense. O treinador era o Nilton Cardoso, filho do Gentil. Fui fazer um teste no juvenil, mas entrei no finalzinho. Assistia o treino do Fluminense um diretor do Botafogo. O treino do Fluminense era de manhã e do Botafogo à tarde. Então, ele se apresentou e disse que eu não tinha treinado, porque entrei faltando quase nada para terminar o treino. Propôs pagar meu almoço e me convidou para treinar à tarde no Botafogo, afirmando que eu ia entrar de cara. No primeiro treino nós ganhamos e eu fiz três gols. Não voltei mais ao Fluminense e passei a ser jogador do Botafogo”.

 

O ídolo Amarildo e os títulos nos juvenis

 

“No juvenil eu ia ver jogar os aspirantes e os profissionais. Eu gostava muito do Amarildo. Eu achava que ele era um jogador valente, partia para dentro, driblava bem e fazia gol. Era um exemplo para mim, em quem eu me espelhei.

 

O Rivadávia, o Djalma, e o Zé Luís montaram a base. Eu vim de São Gonçalo, outros vieram de Leopoldina, Recife. No Botafogo, tinha um dormitório embaixo da arquibancada onde nós ficávamos. Estudávamos à noite e treinávamos pela manhã. Eu não saía do Botafogo. Eu vivia mais no Botafogo do que na minha casa. O Zé Luís, o Riva e o Djalma davam tudo deles para nós termos um bom juvenil. Nós muitas vezes falávamos que seria muito difícil ser profissional no Botafogo. Para mim, especialmente, como entrar numa linha com Garrincha, Didi, Quarentinha, Amarildo e Zagalo. Formamos um grande juvenil e fomos tricampeões em 61/62/63. Por ocasião do Torneio Início, os profissionais estavam viajando, fomos representar o Botafogo e conquistamos o título.

 

Todo esse sucesso foi sob o comando técnico do Paraguaio. O Neca já pegou uma geração posterior, a do Carlos Roberto e outros. Paraguaio era um excelente treinador. Nós éramos uma família. No dia do jogo, os diretores ficavam com a gente. Nós íamos treinar no campo do Riva, em Corrêas, e concentrávamos lá. Nós jogávamos aos domingos de manhã às 9 horas”.

 

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Uma das formações do time do Botafogo que se sagrou bicampeão carioca de juvenis 61/62 antes da partida contra o Bangu, no dia 15 de abril de 62, em General Severiano: em pé, Mura, Florisvaldo, Zé Carlos, Admilton, Luiz Carlos e Adevaldo; agachados, Dagoberto, Othon, Roberto, Arlindo e Iroldo. Os alvinegros venceram por 2 a 0 com dois gols de Roberto.

 

A ascensão para os profissionais

 

“Em 1964, fui convocado para disputar as Olimpíadas, em Tóquio. Quando voltei me colocaram no time de cima e comecei a viajar com os profissionais. Entrava durante algumas partidas. Eu e o Jairzinho subimos juntos. Eu me firmei no time principal numa excursão. O Zagalo era o titular e o treinador era o Geninho. O time não andou bem na primeira partida e ele tirou o Zagalo e me colocou. Ganhamos todos os jogos, voltei como artilheiro e não sai mais. Quando o Geninho tirou o Zagalo, me colocou na frente com o Garrincha e o Jair. Eu e o Jair penetrávamos pelo meio e o Garrincha ficava mais aberto. O Zagalo já estava querendo parar e o Garrincha também estava no final. Quando o Zagalo voltou foi para ser treinador do juvenil e anos depois me convocou para a Copa de 70.”

 

O bicampeonato estadual de 67/68

Roberto nos falou sobre o período anterior, já com Gerson no time, e das conquistas dos títulos estaduais de 67/68:

 

“Antes quero dizer que em 62 eu tive a oportunidade de jogar uma partida no time de cima que foi bicampeão. Neivaldo era o ponta-direita do aspirante que ia decidir o título com o Vasco. O Garrincha se machucou e eu fui escalado para enfrentar o Olaria.

 

Nesse período, eu tive um problema no joelho, devido a um choque com o Pompéia, do América. Ele caiu sobre o meu joelho e eu tive ruptura do ligamento cruzado. Voltei somente em 67.

 

O time foi formado com o Manga, Leônidas, os mais experientes, o Gerson que o Botafogo tinha comprado e com a base da minha geração e as presenças de alguns que vieram dos juvenis como o Rogério e outros.

 

Na época havia muito equilíbrio entre os times. Nós sentíamos que dava para conquistar os títulos. Nesses dois anos, além dos campeonatos estaduais disputamos e vencemos vários torneios no exterior. No México, fomos campeões invictos de um hexagonal.

 

Em 67 e 68 nós sentíamos que nosso time era superior aos outros. Tanto que as decisões difíceis foram contra o América, na Taça Guanabara, quando perdemos Jairzinho no início e ganhamos por 3 a 2. Diante do Bangu, na decisão do estadual de 67, chovia muito, o estado do campo atrapalhou, mas vencemos por 2 a 1. Derrotamos o Vasco por 4 a 0 na decisão do campeonato de 68.

 

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No jogo final do campeonato estadual de 1967, Roberto salta com Ubirajara que pratica a defesa.

 

O nosso sistema de jogo com o Gerson lançando e eu e o Jair partindo na corrida nasceu naturalmente. O Jair era um jogador veloz e eu também tinha velocidade. Nós três combinávamos o seguinte: o Gerson pegava a bola no meio de campo e um de nós aparecia, mas não recebia a bola. Recebia a bola quem partia e a defesa adversária acompanhava quem aparecia para receber. Quando o Jair saía, eu sabia que ele não ia receber. O Gerson lançava e eu partia. Nós tínhamos facilidade para executar essa jogada. Outra jogada era o X. Quando eu estava na esquerda, por exemplo, o cabeça de área me marcava e sobrava o zagueiro. Nisso o Jair corria para a esquerda e o zagueiro acompanhava. Eu, então, sabia que a bola seria metida pra mim. Eu já sabendo matava meu marcador”.

 

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Segundo gol do Botafogo contra o Vasco, em 1968, marcado por Rogério. O goleiro Pedro Paulo está batido e Roberto comemora.

 

A convocação e o título mundial de 70

Depois de 68, o Botafogo levou 21 anos para ser campeão estadual. Roberto fala sobre o início desse longo período sem títulos e diz como foi a sua convocação para a Copa do Mundo:

 

“Veio a Copa de 70 e eu, Jairzinho, Rogério, Paulo César fomos todos convocados. Quando nós voltamos, a partir dali começou a desmanchar o time. Alguns jogadores foram vendidos, aconteceram várias contusões. Eu fiquei seis meses parado com problema no tendão de Achiles.

 

Eu tinha tudo para ser convocado. Eu era artilheiro e dizia para mim mesmo, um artilheiro não pode ficar fora de uma convocação. Apesar de não ter sido convocado pelo João Saldanha. No Botafogo eu já tinha um probleminha com o Saldanha. Um dia ele falou alguma coisa, eu não gostei, respondi e a rixa ficou. Senti que não ia ser convocado.

 

Um dia estava treinando no Botafogo e chegaram o Jerônimo Bastos e o Antônio do Passo. O treino tinha começado naquela hora e nós estávamos atacando por onde eles entraram. Eles pararam perto do alambrado e conversaram com o Zagalo uns cinco minutos. Depois o Zagalo veio na minha direção e me disse para sair do treino. Eu, ainda, respondi: o treino começou agora porque eu vou sair. Ele repetiu: “Sai do treino e depois nós nos falamos”. Ali eu senti que alguma coisa diferente estava acontecendo. Os repórteres ficaram nos olhando e o Zagalo disse: “Vai pra o vestiário e toma banho. Não fica aqui fora”. Os repórteres querendo entrar no vestiário e quando conseguiram me perguntaram o que eu achava da minha convocação. Dali eu fui para as Paineiras e o Zagalo me avisou que eu já treinaria no dia seguinte. Comecei a fazer gols nos treinos, Tostão estava com problemas e senti que não sairia mais.”

 

Convocado e integrado ao grupo de jogadores, Roberto participou da campanha do terceiro título mundial brasileiro:

 

“A organização foi perfeita. Durante a Copa do Mundo nós tínhamos apenas uma saída. Assim mesmo depois do almoço e voltávamos. Nós tínhamos liberdade dentro dos treinamentos, na concentração. Não nos sentíamos sufocados. Lá dentro nós tínhamos os nossos divertimentos. O grupo tinha consciência do nosso objetivo. Éramos uma família. Ninguém torcia para alguém se machucar. Quando alguém se machucava, o que era reserva dele pegava o gelo para levar pra ele. Treinávamos muito.

 

Eu entrei contra a Inglaterra e para mim foi um dos maiores jogos da Copa. Em alguns momentos passamos um sufoco. Teve uma jogada que o Everaldo foi rebater a bola, fura, a bola bate na outra perna e sobra para um inglês na cara do Félix. Se ele toca faz o gol, mas deu um chutão por cima. O Félix fez uma grande partida e do outro lado o Banks também fez grandes defesas.

 

Quando eu entrei no lugar do Tostão, procurava pegar a bola e ir para cima do zagueiro. Tomava falta ou passava e batia para o gol. Quase que eu faço um gol, quando eu driblei pra dentro, chutei e Banks botou para corner. A minha função era cair na direita ou na esquerda sempre levando um comigo.

 

Contra o Peru eu entrei no lugar do Jairzinho. O Zagalo me chamou e disse: “Roberto, o Jairzinho está driblando o lateral muito em cima e ele está pegando todas do Jair. Procura driblar longo. Você tem mais velocidade do que o lateral”. Está bem, respondi. Fui prá o jogo e toda hora o lateral ficava e começamos a levar sempre perigo para os peruanos.

 

Teve um fato até gozado. Quando nós chegamos ao estádio a caminho do vestiário, encontramos os peruanos rezando em frente a uma santa. Com o barulho pela nossa chegada, eles pararam de rezar e ficaram nos olhando. Brincamos com o Didi e acho que nós desconcentramos um pouco os peruanos.”

 

Roberto deixa o Botafogo

Ao retornar da Copa do Mundo, Roberto no ano seguinte veste a camisa do Flamengo e depois vai para São Paulo:

 

“Eu fui trocado pelo Brito e o Paulo Henrique. Foi legal porque a turma me conhecia e todos ficaram meus amigos, Murilo, Dionísio, Arilson, Ubirajara, Liminha. Joguei apenas em 71, fui o artilheiro do Flamengo e terminamos em 3o lugar no campeonato. Contra o Botafogo no 1o turno foi 0 a 0 e no returno ganhamos de 2 a 0, gols de Buião.

 

Retornei ao Botafogo e fui para o Corinthians. No Corinthians encontrei meus amigos que foram da seleção comigo, Ado, Zé Maria, Baldochi, Rivelino. A torcida cobrava muito, mas me dei bem no Corinthians, porque fazia gols, sempre fui raçudo e a torcida gostava de mim. Íamos bem nos clássicos. Porém, nos jogos contra os chamados pequenos e, especialmente, fora nós perdíamos pontos que fizeram falta no final.

 

O Corinthians era o dono do meu passe. Eu tive uma contusão e já não estava querendo jogar mais. Aí, a minha primeira mulher queria pegar quase tudo do que eu ganhava no Corinthians. Pensei, vou parar aqui. Vim para o Rio e os nossos advogados mostraram se eu parasse não teria mais nada. Ela ficou na dela. Apareceu o América e o Corinthians concordou com o empréstimo. Entrei já na metade do campeonato, comecei a fazer meus gols e o Corinthians me quis de volta. Logo depois me contundi seriamente e não deu mais para jogar. As contusões é que me atrapalharam, porque eu me cuidava e poderia ter jogado por mais tempo.”

 

O atacante raçudo e os seus marcadores

 Jogador valente que, como se fala na gíria do futebol, não corria do pau, Roberto apanhou muito das defesas adversárias:

 

“Aqui no Rio, o Brito não batia. Fontana batia e dava até com a mão. Fora do Rio, Figuerôa e Ancheta também davam. Miguel, que jogou no Vasco, e Luís Pereira davam um pouquinho. Esses eram os que batiam mais. Tinha que bater porque senão nós entrávamos mesmo.

 

Eu não sou contra muitos árbitros, porque às vezes eles estão em lugares que não dá pra ver. Eu já dei uma cotovelada num jogador que o árbitro não viu. Eu levava e dava. Agora, tem aqueles que vêem e não marcam. Se você souber dar, enrola o árbitro.

 

Uma vez eu e o Fontana fomos parar na delegacia. Jogavam Botafogo e Cruzeiro pela Libertadores e ele me deu um tapa no rosto. Revidei e fomos expulsos. Em Minas, nós ganhamos o jogo por 1 a 0 e a confusão começou lá. Quando chegamos aqui, o Dirceu Lopes fez logo um gol. O Fontana me deu um tapa. Eu me segurei. Aí eu fiz 1 a 1. Classificava o Botafogo, tirava o Cruzeiro. Quando fiz o gol fui dar nele.

 

Na bola, o Figuerôa e o Ancheta marcavam muito bem. Eles sabiam se colocar. Eu para passar por eles tinha que driblar de longe. Sabiam se antecipar e saiam jogando muito bem. Eu encontrava dificuldade e caía para os lados. Evitava ficar perto deles.”

 

A “guerra” Botafogo x Atlético Mineiro

Na Taça Brasil de 1967, a partida entre Atlético Mineiro e Botafogo, no Mineirão, foi uma verdadeira guerra. Roberto fala o que aconteceu naquele jogo:

 

“Quando nós chegamos a Belo Horizonte, a torcida do Atlético começou a guerra durante à noite soltando fogos  perto do nosso hotel. Todos os ingressos foram vendidos, o Mineirão estava lotado. A caminho do estádio ouvíamos os torcedores do Atlético gritando: “Guerra!Guerra! Hoje vai ser guerra!”

 

O Bianchini botando fogo nas suas declarações à imprensa: “Vamos prá dentro deles, vamos prá dentro deles”. Na chegada ao Mineirão, o Bianchini me procurou e disse: “Olha, eu falei para não pegar você de jeito nenhum. Gosto muito de você.” Respondi: se der vou dar em vocês. Vim aqui pra jogar bola. Ele voltou a falar: “Em você não vai dar não Branco”. Ele me chamava de Branco.

 

Começou o jogo e ele mesmo pega o Carlos Roberto. Chegava a aparecer o osso da perna do Carlos Roberto que veio de cadeira de roda. Eles queriam dar no Gerson. Não conseguiram pegar o Gerson, deram no Carlos Roberto. Nós avisávamos ao Gerson, não bota a perna. Diante disso tudo a arbitragem se omitiu. O jogo foi empate e decidido no cara e coroa, na maior confusão.”

 

Os melhores goleiros, técnicos e dirigentes

Roberto enfrentou grandes goleiros, conviveu com muitos técnicos e dirigentes ao longo da sua carreira profissional:

 

“O Andrada era um goleiro chato. Rápido, quando dividia sabia abafar, caindo na horizontal. Ele dificultava.

 

Manga foi um dos melhores que eu já vi. No treino ele nos desafiava. Mandava chutar de pertinho: “Chuta na minha cara.” Nós fomos pra uma excursão e ele tinha operado o joelho. Entrou o Cao e nas duas primeiras partidas fechou o gol. Quando o Manga viu as atuações do Cao, sem estar totalmente recuperado, chamou o Zagalo e disse: “Zagalinho, me põe. O Cao está fechando o gol. Eu quero jogar.” O Zagalo colocou-o pra jogar e ele, também, fechou o gol.

 

Paraguaio foi um grande técnico. Ele chegou para mim e disse: “Você tem um defeito. Pula com os olhos fechados. Você não sabe onde o goleiro está e, não sabe aonde vai colocar a bola.” Outra coisa: “Você está batendo só com a direita. Procura bater com a esquerda. Se vira quando a bola cair para a sua esquerda.” Aí começou a me treinar a bater com esquerda. Mais ainda: “Não dá às costas prá o zagueiro. Dá o lado porque você está vendo.” Outros técnicos importantes foram o Geninho e o Zagallo.

 

Eu comecei no futebol numa família dirigida pelo Zé Luís, o Rivadávia e o Djalma Nogueira. Por muito tempo eles foram meus dirigentes. Nós éramos amigos. Nunca saí de nenhum clube por problema com dirigente. O Vicente Mateus e o Isidoro, irmão dele, me tratavam como se eu tivesse nascido ali no Corinthians.

 

Tive grandes alegrias e grandes tristezas. Eu sempre gostei de jogar bola. As tristezas foram pelas contusões que eu tive”.

 

No dia 9 de junho de 1968, Botafogo e Vasco decidiram o título do campeonato estadual, no Maracanã, com um público de 141 689 expectadores e arbitragem de Armando Marques. Alvinegros e vascaínos tinha respectivamente 4 e 5 pontos perdidos. O Botafogo jogava pelo empate.

 

Os comandados de Zagallo foram bem superiores e venceram o jogo por 4 a 0. Roberto abriu o marcador aos 15 minutos e Rogério fez o segundo gol aos 33. No 2º tempo, o Botafogo marcou mais duas vezes por intermédio de Jairzinho, aos 14 minutos, e Gerson aos 22.

 

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Roberto e Jairzinho formaram uma extraordinária dupla atacante no bicampeonato estadual de 1967-68. Roberto vibra após abrir o marcador contra o Vasco e Jairzinho corre para abraçá-lo.

 

O Botafogo jogou com Cao, Moreira, Zé Carlos, Leônidas e Valdencir; Carlos Roberto e Gerson; Rogério, Roberto, Jairzinho e Paulo César.

 

O Vasco alinhou Pedro Paulo, Jorge Luís, Brito, Ananias (Sérgio) e Ferreira; Buglê e Danilo Menezes; Nado (Alcir), Nei, Valdrido e Silvinho.

 

O Botafogo obteve 16 vitórias, 2 empates e uma derrota (Vasco 0 x 2 – 1º turno); 40 gols pró, 10 contra e saldo de 30 gols.  Roberto foi o artilheiro do campeonato com 12 gols.

 

Em 1968, o Botafogo também conquistou a Taça Guanabara e a Taça Brasil.

 

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Equipe do Botafogo bicampeã estadual de 1968: Moreira, Cao, Zé Carlos, Leônidas, Waldencir e Carlos Roberto; Rogério, Gerson, Roberto, Jairzinho e Paulo César.

 

José Rezende é jornalista, torcedor do Fluminense, responsável pelo Blog Álbum dos Esportes e autor dos livros “Hei de Torcer até Morrer”, sobre o America-RJ, “Eternamente Bangu”, e co-autor, juntamente com o historiador Raymundo Quadros, do livro “Vai dar Zebra”, sobre a história dos clubes pequenos do Rio de Janeiro.

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