Roldão Maia, um dos símbolos dos primeiros anos do Bangu

Roldão Maia

Num domingo, 19 de outubro de 1958, um senhor de 70 anos foi recebido com uma salva de palmas no salão nobre do Bangu Atlético Clube. Estavam ali, a aplaudi-lo de pé, nomes como Guilherme da Silveira Filho, Ary Azevedo Franco, Domingos da Guia. Foi uma cerimônia festiva, idealizada pelo presidente Fausto Guimarães de Almeida, que pretendia homenagear em vida alguns dos grandes herois da história banguense.

O senhor, em questão, era Roldão Maia. Tinha sido jogador do clube nos seus primórdios, tinha sido diretor e, como era praxe, funcionário da Fábrica Bangu. Septuagenário, ele já não ostentava o físico dos bons tempos. No entanto, com um atraso monumental, iria receber o título de sócio benemérito.

Entre os presentes, poucos ali se lembravam daquele senhor. O ex-goleiro José de Mattos, o historiador Paschoal Granado, o ex-treinador Luiz Vinhaes tinham visto ele jogar. Emílio Framback e Antenor Corrêa, presentes àquela solenidade histórica, atuaram ao lado dele. Conheciam Roldão de perto.

 

Voltemos no tempo

Numa época em que o Brasil ainda era uma monarquia e que a escravidão era uma instituição claudicante, mas ainda vigente. Essa é a época em que nasceu Roldão Maia, em 15 de fevereiro de 1888, em plena quarta-feira de cinzas, na rua de São Pedro, no Centro do Rio de Janeiro, Roldão era filho do carpinteiro português Manoel da Costa Maia e da brasileira Blandina Maia.

Não se sabe quando a família deixou o Centro do Rio e foi para Bangu. Mas é certo que Roldão começou a trabalhar na fábrica de tecidos bem cedo. Em 1904, com 16 anos, logo ao saber da fundação de um clube atlético naquelas paragens, resolveu ser sócio. Sua proposta é analisada na segunda sessão da história do Bangu. No dia 24 de abril de 1904, os ingleses, muito sérios, leram as propostas que chegaram: João da Silva, Bernardino Brito, Roldão Maia, César Bochialini, Onofre Lages, Gastão Bonfim, José Araújo e Antônio Bernardino foram os primeiros a quererem fazer parte daquele clube como sócios contribuintes, pagando a joia de 2$000 e a mensalidade de 1$000.

Todos foram aceitos, menos o italiano Bochialini que, segundo a ótica do inglês James Hartley, só poderia ser sócio do clube quem fosse empregado da Companhia. Com isso, fora os fundadores, Roldão foi o sócio nº 0003 do Bangu.

Roldão Maia gostava de esportes. Associado iria poder treinar, aperfeiçoar-se e quem sabe, jogar o tal do football. Pagou suas mensalidades religiosamente e teve sua primeira oportunidade em 1905. Um treino entre “brancos” e “encarnados”. Jogou entre os “encarnados”, ao lado de outros sócios brasileiros. O treino era, na verdade, uma espécie de “peneira” que os ingleses faziam. Enquanto apitava o jogo, Clarence Hibbs observava, de pertinho, quem dava pra coisa, quem não dava. Roldão passou no teste. A partir de 1906, começou a formar no 2º quadro banguense.

 

Roldão e a vocação para o sarrafo

No dia 22 de abril daquele ano, ainda no campo existente dentro do jardim da Fábrica Bangu, Roldão vestiu o uniforme oficial pela primeira vez. Camisa de algodão, com listras vermelhas bem grossas e listras brancas mais finas, bermudão azul escuro, meião preto de lã. Do outro lado estava o time do Riachuelo, verde e branco. Não foi difícil vencer: 5 a 0.

Roldão participou da inauguração do campo da Rua Ferrer, no dia 13 de maio de 1906, contra o mesmo Riachuelo. Foi uma partida histórica, marcada, porém, por vaias. Os moradores do bairro se uniram pelo sucesso do time, exigiam a vitória e tome a vaiar o adversário. Um cronista da Gazeta de Notícias se irritou, escreveu um protesto, não admitia uma assistência tão indisciplinada: “Não acham os vaiadores que fariam figura muito mais bonita, mais cavalheirosa se dessem palmas aos vencidos?” – resmungava.

O Bangu venceu por 2 a 0. Roldão atuando como back foi bem. Na época, zagueiro se chamava back, daí o nome “beque”, que permaneceu por muitos anos. Naquele ano de 1906 ainda atuaria mais algumas vezes, sempre em partidas amistosas. O Ground Committee, que escalava as equipes, não tinha confiança em lançar um jovem de 18 anos e ainda por cima brasileiro, numa partida de Campeonato.

Mas, em 1907 tudo mudou. O Bangu não participava mais do Campeonato Carioca, insatisfeito com a preconceituosa Liga Metropolitana, que exigia a retirada dos “atletas de cor” de suas fileiras. O clube, então, ficou ao lado de Francisco Carregal, de Manuel Maia e criou um torneio paralelo ao Campeonato Carioca. Surgiu a Taça Bangu, disputado entre o seu organizador, o Esperança do Marco Seis, o Brasil Athlético Club e o Cascadura. Roldão foi titular absoluto naquela conquista, atuando como center-half.

Jogando no meio-campo, Roldão se consagrou. Tinha achado sua verdadeira posição. Forte – pelas fotografias da época, via-se claramente que ele era mais forte que os demais –, ganhava as jogadas na base do corpanzil e talvez até na intimidação. Foi assim também em 1908, quando o clube só jogou partidas amistosas. Em 1909, com o alvirrubro retornando à Liga Metropolitana, teria que ser diferente. Era preciso dar mais ainda. Pela primeira vez, Roldão disputaria partidas oficiais, jogos do Campeonato Carioca.

Mas, o Bangu vinha mal. Perdera em casa para o América por 1 a 0 e fora goleado pelo Fluminense, debaixo de um verdadeiro temporal, nas Laranjeiras. Precisava se reabilitar, ganhar do Riachuelo na terceira rodada. Para conquistar aquela vitória, Roldão foi ao extremo. Não respeitou ninguém. Também, o árbitro escalado tinha faltado, quem apitou a partida foi o fundador do Bangu, o inglês James Hartley. Não seria expulso de campo. Sua atuação, porém, seria lembrada pelo Correio da Manhã:

 

“De fato, Roldão levava tudo de roldão. O aludido player já demonstrar a sua vocação para o sarrafo, defendendo as cores do Bangu. Num prélio entre este quadro e o Riachuelo, Roldão deixou a marca de sua bicanca ferrada em quase todos os adversários. Terminado o prélio, os riachuelenses pareciam que não se retiravam de campo e sim, de Laguna [numa referência à famosa retirada de Laguna, na Guerra do Paraguai]: manquitolando, sangrando, gemendo. O próprio Bangu não esperou pela decisão da Liga e, mui oportunamente, retirou-se do Campeonato”.

 

A vitória por 4 a 2 de pouco tinha valido. O jogo fora anulado. O Bangu, inconformado, abandonou mais uma vez a Liga Metropolitana, após ter disputado apenas três jogos. Roldão foi hostilizado pelos jornais, que não admitiam que um esporte fidalgo, como o futebol, comportasse um jogador tão violento:

 

““Roldão, o monstro, é inqualificável na expansão de sua brutalidade, só igualável à sua baixa condição moral” – tachou O Paiz.  

 

Sem o Bangu em campo, Roldão não gostou da inatividade, no segundo semestre de 1909 foi jogar pelo Cascadura, clube alvinegro daquele bairro.

Em 1910, ainda sem o Bangu na Liga, vestiu o uniforme rubro do América. E continuou o mesmo. Num jogo contra o Botafogo, nas Laranjeiras, “meteu o pé” nos alvinegros. “Ele queria, com a perna em dança, cortar a cabeça dos adversários incautos” – voltou a escrever o Correio da Manhã. Parecia até perseguição.

O América fez boa campanha em 1910. Ficou em terceiro lugar. Mas qual era a lógica de defender as cores de um clube que não era o seu? Queria voltar ao Bangu e regressou em 1911, quando o time retornou à Liga Metropolitana, participando do Campeonato da 2ª Divisão.

Voltou como capitão, é bom que se diga. E foi como capitão que levantou a taça, posou para fotografia, deu ao clube o título da 2ª Divisão, deixando o São Cristóvão como vice.

Em 1912, quis deixar de ser o capitão, mandou um ofício à diretoria. Quando os ingleses leram aquilo, não concordaram. A exoneração não foi concedida. Onde já se viu? Roldão nascera para ser capitão!

Como capitão e membro do Ground Committee, ordenou que a equipe abandonasse o Campo de São Cristóvão, quando viu que o juiz tinha validado um gol irregular dos alvos. O goleiro Heráclito tinha sido seguro, impedido de defender a bola que vinha devagar e ainda assim o sr. Antônio Peres, do Mangueira, validava um lance daqueles? Roldão nem pestanejou. Era melhor deixar o campo, não havia chances de vencer aquele jogo… Os jogadores o acompanharam. Sinal de liderança.

O Bangu ainda ficou em sexto lugar em 1912. Mas, em 1913 não houve jeito. A péssima 9ª colocação entre dez participantes rebaixou o clube alvirrubro pela primeira vez. Teve que recomeçar. Em 1914, de forma invicta, reconquistou a Taça Francis Walter. Era novamente campeão da 2ª Divisão.

 

Tumultos até o fim, sem uma única expulsão durante toda a carreira

1915 seria o ano de sua desgraça pessoal. O center-half, sem maiores explicações, não compareceu ao jogo contra o Botafogo, em General Severiano. Talvez, estivesse refletindo uma notícia publicada no jornal A Época, que dizia: “Roldão, cujo jogo em priscas eras foi admirável e que, no entanto, hoje é diferente: sente-se pesado em demasia”.

O Bangu perdeu por 4 a 1. Roldão foi suspenso pela diretoria, como explicou o 1º secretário Guilherme Pastor: “Quando o interroguei sobre se ia ou não jogar contra o Botafogo, ele me respondeu com pouca cortesia. Resolvemos suspendê-lo, porque não estamos mais dispostos a dar braço forte à indisciplina”.

A suspensão terminou em 1916. Roldão colaborou substancialmente com o time que foi vice-campeão carioca, atrás apenas do América e empatado em número de pontos com o Botafogo. Disputou todo o 1º turno como titular, mas a partir do momento em que as vitórias pararam de vir, o Ground Committee achou que deveria mexer na equipe. Conversaram com Roldão. Aos 28 anos, talvez fosse melhor dar a vez para alguém mais novo, ir para o 2º time. Ele não gostou. O 2º time era fraco, só perdia de goleada. Roldão preferiu, então, encerrar temporariamente sua carreira.

Vestiu a camisa do 1º time alvirrubro pela última vez, no dia 10 de setembro de 1916, em General Severiano, contra o Botafogo. O Bangu perdeu por 2 a 1. Totalizava 125 partidas e 11 gols marcados pelo clube. E o mais incrível: sem nenhuma expulsão!

Em 1917, mudou de ares. Foi jogar pelo Esperança do Marco Seis, clube que era presidido pelo fundador do Bangu, o inglês Andrew Procter. Não gostou muito do azul e branco. Saiu. Foi para o Helênico. Já não era mais o grande center-half de outros tempos. Estava disputando a 3ª Divisão do Campeonato Carioca… resolveu, então, pendurar as botinas que tanto temor causavam nos adversários.

Mas como “vaso ruim não quebra”, eis que ele volta a atuar em 1919, aceitando jogar a preliminar de 2os times. Sua reestréia, numa derrota para o Vila Isabel por 5 a 2, no campo do Jardim Zoológico, foi até noticiada pelos jornais:

 

“O center-half Roldão, que por muito tempo jogou no 1º team do Bangu, tendo depois se afastado das pugnas desportivas, voltou a jogar pelo mesmo club, ocupando a mesma posição, agora no 2º team. Roldão fez sua reprise contra o Vila Isabel” – registrou O Imparcial, de 11 de junho de 1919.

 

Era a época do amadorismo, os jogadores não recebiam para entrar em campo, a única vantagem era ser sócio prestante, estar livre das mensalidades, ser liberado do trabalho mais cedo às quintas-feiras para bater bola no campo da Rua Ferrer.

E foi ali, naquele campo, que ele tumultuou um jogo do Esperança x Americano, pelo Campeonato Carioca da 2ª Divisão de 1919, impedindo a sua realização.

Bangu e Esperança estavam de relações rompidas desde que o presidente do Esperança, Miguel Pedro, denunciou o Bangu à Liga por ter cobrado entradas no amistoso contra a Seleção da Argentina. Na época, jogo amistoso não poderia vender ingressos. O Bangu sabia disso, mas precisava de dinheiro para terminar a construção de sua arquibancada social de ferro e madeira. O caso foi em maio. Em novembro, o Bangu perdoou e resolveu emprestar o campo para o clube vizinho. Roldão é que ainda não tinha perdoado o Esperança.

Acabou suspenso por seis meses pela Liga Metropolitana e o clube ainda teve que pagar uma multa de 200$000 por causa do incidente. Era o velho Roldão de sempre… fosse nos gramados, fosse na vida profissional…

 

Roldão, o funcionário da Fábrica Bangu

Mecânico da Fábrica Bangu, Roldão Maia morava na principal artéria do bairro – Rua Ferrer nº 136, pertinho do campo. Segundo um jornalista chamado Augusto Rangel, que em 1919 andou publicando na Gazeta de Notícias vários insultos à Companhia e aos seus diretores, Roldão Maia ganhava 150$000 semanais na fábrica, mas não para trabalhar.

Na visão de Augusto Rangel – costumeiramente perseguido pelo comissário João Odon -, Roldão era uma espécie de “capanga” do patronato e teria tentado lhe agredir na noite de 3 de julho de 1919.

Não há como confirmar se a fábrica realmente utilizava o antigo jogador-operário, conhecido pela sua impulsividade, como meio para ameaçar quem desacatasse a diretoria da empresa. O jornalista Augusto Rangel era uma figura polêmica e pouco confiável. Naquele mesmo ano de 1919, foi preso por supostamente roubar um guarda-chuva com cabo de ouro e ser acusado de ter praticado “atos indignos” com um menor de 13 anos que morava com ele.  Em 1924, enfim, foi denunciado à delegacia do 4º distrito por aplicar golpes na praça, em que “lesava os incautos sob promessas de emprego”, pedindo uma fiança antecipada de 200$000 a 400$000 para garantir a vaga anunciada pela sua própria “Agência de Informações Comerciais”.

O fato é que, enquanto Augusto Rangel tinha problemas com a Justiça, Roldão continuava sua vida na fábrica como mestre de seção. Se Roldão ascendeu por méritos profissionais, após muitos anos sendo mecânico, ou se pelo fato de ter sido jogador de futebol de certo renome no bairro ou até mesmo por ter prestado serviços à fábrica como capanga, não se sabe. Sua índole pessoal se confundia com suas atitudes nas oficinas e seu nome logo apareceu nas páginas do jornal proletário Voz do Povo, como um chefe de seção extremamente rude com suas funcionárias:

 

“Chegou ao nosso conhecimento um dos muitos desaforos que se passam no interior das fábricas. Um mestre de uma das seções da fábrica do Bangu, de nome Roldão Maia, abusando das suas atribuições, tentou anteontem praticar uma exploração, das muitas que se costumam fazer dentro das fábricas. Nas fábricas de tecidos há umas chapas que dão aos operários o direito de comprarem fazendas com certa percentagem vantajosa. Esse tal mestre, acariciando o projeto da ideia de um bom negócio, tentou comprar chapas aos operários que as quisessem vender. Na seção das moças, onde tentou a ideia, e como uma das moças a quem se dirigiu não lhe quis vender a chapa, indignou-se, praticando vários desaforos de tal forma obscenos, que resultaram em escândalo. Devido à interferência do gerente, que julgou o caso com parcialidade, esse tal mestre nada veio a sofrer. É sempre assim… já não é para estranhar”

 

Podemos supor que Roldão tenha se valido de sua atuação nos campos de futebol para projetar sua imagem de um líder valente em Bangu e que isso pode ter lhe ajudado a galgar postos na fábrica. Como muitos jogadores-operários da época, seu relacionamento com as chefias da Companhia era bem distinto do que o de qualquer outro trabalhador que não jogasse futebol.

 

Além de tudo, arremesso de peso

Pouca gente sabe, mas além do futebol, Roldão disputava a prova do Arremesso de Peso, sendo campeão em todo o torneio que o clube promovia. Em 1907, com 19 anos, jogou a bola de ferro de 8 quilos mais longe do que todo mundo. Foi agraciado com um relógio despertador. Em 1921, aos 33 anos, voltou a ganhar a prova, atirando o objeto a uma distância de 8m10 (algo insignificante em termos de recordes, especialmente se comparado com as marcas olimpicas da época). Mesmo assim, Roldão Maia, o vencedor da prova, ganhou dois prêmios entregues pessoalmente pelo diretor-gerente da Companhia, o inglês James Schofield: um litro de whisky “White Label” e uma caixa de charutos.

 

As homenagens tardias a um jogador inesquecível

Anos depois, em 1943, Roldão já nem morava mais em Bangu. O mestre têxtil vivia num pequeno sobrado à rua Frei Caneca nº 83, no Centro do Rio, quando decidiu ir com o amigo e ex-atacante Patrick Donohoe a um jogo do Bangu na avenida Teixeira de Castro. Compraram ingresso para as arquibancadas comuns, de visitante. A diretoria do Bonsucesso ao saber que aqueles dois homens, craques da época do futebol amador, estavam presentes, prestou uma carinhosa acolhida. “Subam aqui para a tribuna, por favor…” – disse o pessoal do clube leopoldinense. E Roldão e Patrick sentidinhos no melhor lugar do estadinho ficaram até constrangidos com tanta amabilidade… Só se esqueceram dos anfitriões, quando Baleiro marcou o gol de empate do Bangu.

Honraria maior, Roldão só viria a receber em 1958, quando subiu ao palco do salão nobre, já com 70 anos, sob uma salva de palmas de todos os banguenses… Aquele jogador tão polêmico, o “monstro”, tinha virado sócio honorário do clube que tanto amava…

Não há registros da data de seu falecimento. É como se Roldão fosse eterno, que seu estilo rude, seu físico avantajado, sua temível chuteira, sua raça incomum, estivesse até hoje presente nos gramados, aterrorizando os adversários na figura de algum médio-volante que vista a camisa alvirrubra do Bangu.

 

Ficha técnica: Roldão Maia nasceu no dia 15/02/1888. A data do seu falecimento é desconhecida. Jogou pelo Bangu como meio-de-campo de 1906 a 1916. Atuou em 125 jogos com 67 vitórias, 15 empates e 43 derrotas, tendo um aproveitamento de 59% com 11 gols marcados. Vestiu a camisa dos primeiros quadros do Bangu pela primeira vez na vitória por 5×0 contra o Riachuelo no dia 22/04/1906. Sua última partida foi na derrota por 2×1 para o Botafogo no dia 10/09/1916. Apesar de todos os tumultos causados e botinadas distribuídas, Roldão nunca foi expulso.

 

Carlos Molinari é torcedor e historiador do Bangu

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