Pequeninos do Jockey: a coleção de troféus e recordações do Seu Guima

José Guimarães Júnior, mais conhecido como seu Guima, é o fundador do clube de futebol Pequeninos do Jockey. Desde 1970, Seu Guima vem colecionando um incrível acervo composto por histórias e troféus.

 

ENGLISH VERSION

 

Seu Guima

Seu Guima nasceu na Bahia e se mudou para São Paulo em 1951. Dois anos depois, em 1953, Seu Guima começou a trabalhar no Jockey Club de São Paulo como cavalariço. Em 1961, já como jóquei, sofreu um acidente ao tentar domar um cavalo que lhe deixou sequelas na perna esquerda. Nesse momento, perdia-se um jóquei, mas ganhava-se um treinador de futebol com foco em crianças e adolescentes que marcaria a vida de muitos meninos.

 

Nasce o Pequeninos do Jockey

O Pequeninos do Jockey nasceu oficialmente no dia 21 de maio de 1970. O time que viria a dar origem ao Pequeninos já era treinado pelo Seu Guima desde março de 1969. O crescimento foi rápido, passando a contar, inclusive, com meninos de famílias que não eram associadas ao Jockey.

Desde 1970 já passaram pelo Pequeninos do Jockey mais de 200 mil crianças e adolescentes, sendo que mais de 2,6 mil se tornaram jogadores profissionais (considerando todos os estados, campeonatos e divisões). A história construída se reflete nos mais de 4 mil troféus, sendo 190 internacionais. As conquistas foram feitas no Brasil e, principalmente, na Europa.

 

Em 1982, a primeira excursão à Europa e o início do respeito internacional

O Pequeninos é um clube que possui um grande respeito e admiração internacional. A primeira excursão à Europa foi feita em 1982. O clube retornou ao Brasil trazendo na bagagem os troféus das principais competições infanto-juvenis do Mundo: uma Gothia Cup, uma Helsinki Cup e duas Norway Cup. Além dos troféus, essa excursão teve dois momentos que marcaram a história do Pequeninos.

O troféu da Gothia Cup foi entregue ao Seu Guima por Bellini (Hideraldo Luís Bellini, 1930 – 2014), campeão pela Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 1958 e 1962. Bellini era o capitão da Seleção de 1958, tendo sido o primeiro capitão brasileiro a erguer a Taça Jules Rimet. O Pequeninos retornou ao Brasil após a eliminação da Seleção Brasileira da Copa do Mundo de 1982. Assim que tomou conhecimento das conquistas do Pequeninos, o Presidente João Baptista Figueiredo quis conhecer e cumprimentar Seu Guima. O encontro ocorreu na área VIP do Aeroporto de Congonhas e Seu Guima, quebrando o protocolo, levou todas as crianças para encontrarem o Presidente.

 

 

 

Seu Guima no Gothia Cup Hall of Fame

Outra recordação especial é a placa que foi concedida ao Seu Guima quando seu nome foi registrado em 2007 no Gothia Cup Hall of Fame. A Gothia Cup começou a ser disputada em 1975 com 275 times de 5 países. Em 2016, ela reuniu 1.761 times de 80 países. Em toda a história da Gothia Cup, apenas 23 pessoas tiveram seus nomes registrados no Hall of Fame da competição.

 

Uma máquina de títulos na Europa

Além da Gothia Cup, o reconhecimento internacional foi construído com as sucessivas conquistas desde 1982 da Frankfurt Cup (Alemanha), Dana Cup (Dinamarca), Helsinki Cup (Finlândia), Ferrara Cup (Itália), Norway Cup (Noruega) e Sandar Cup (Noruega), entre outros.

 

Dentre tantas amizades, o filho sueco de Garrincha

Durante a história do Pequeninos, muitas amizades foram construídas. Uma delas foi com Ulf Lindberg Henrik, o filho sueco de Garrincha. A amizade foi feita em 1998 quando o Pequeninos estava na Suécia para disputar a Gothia Cup. Houve um desencontro de informações e uma das equipes do clube chegou atrasada a um dos jogos marcados. Mesmo com a derrota por WO, para administrar a expectativa dos meninos organizou-se rapidamente uma partida com uma equipe sueca que havia aceitado de pronto disputar um jogo. Era justamente a equipe treinada por Ulf. Quando Seu Guima e a Comissão Técnica do Pequeninos descobriram quem era Ulf, nasceu de pronto uma amizade que perdura até hoje. Uma das primeiras providências que Seu Guima e a Comissão Técnica do Pequeninos tomaram quando retornaram a São Paulo, foi enviar a Ulf o livro “Estrela Solitária, Um brasileiro chamado Garrincha”, escrito por Ruy Castro. Eles haviam descoberto que Ulf não sabia da existência do livro sobre seu pai que havia sido lançado em 1995, três anos antes. Um momento interessante dessa amizade é que quando a Revista Placar publicou uma reportagem sobre Ulf em Fevereiro de 1999, ele aparecia diante do livro enviado pelo Pequeninos, e seu filho, na época um bebê de colo, estava vestido com a camisa do Pequeninos (Placar, Edição 1148, Fev/1999, “O filho perdido de Garrincha”, Página 31).

 

A história do Pequeninos refletida no seu acervo

Além dos troféus, a sede do Pequeninos possui uma série de recordações como posters, fotos, jornais e dois tesouros guardados com muito cuidado pelo Seu Guima: os diários das excursões internacionais com todos os registros e histórias desde 1982 e as camisas autografadas enviadas pelos jogadores profissionais que iniciaram a caminhada com a orientação e apoio do Seu Guima e do Pequeninos.

Em 2016, Seu Guima foi um dos escolhidos para carregar a Tocha Olímpica em São Paulo.

 

Em 1995, uma bela homenagem de Armando Nogueira

Seu trabalho a frente do Pequeninos desde 1970 pode ser resumido na coluna de Armando Nogueira publicada em 24 de setembro de 1995:

 

“Um poema na parede

Ganhei uma camisa do Pequeninos do Jockey. Não é pra vestir, é pra guardar. É troféu. Vem autografaga por mais de 100 garotos que aprendem a jogar bola pela mão do Velho Guimas, como é chamado no clube o Guimarães. Até outro dia, eu não sabia quem era Guimarães. Agora, já sei tudo sobre o homem. Ele começou a vida como cavalariço do Jockey Club de São Paulo. Hoje, ensina futebol e dá lições de vida a centenas de meninos pobres, no Clube Pequeninos do Jockey. Só pode ser um bom sujeito esse Guimarães.

Leio numa revista americana de esportes, longa reportagem sobre um jogador de futebol americano, Drew Bledsoe. O pai, Mac, treinador assistente de um time, perto de Washington, me lembra a história do Guimarães. Uma vida cuidando da sorte das crianças.

Na sala de jantar da casa dos Bledsoe, há uma placa pendurada na parede. Na placa, um pequeno poema que diz assim:

“Daqui a 100 anos, nenhuma importância terá

A marca do carro que eu dirigia

Nem a casa em que eu vivia

Nem quanto dinheiro eu tinha no banco

Nem se minhas roupas eram bonitas ou feias

Mas o mundo certamente, será um pouco melhor

Porque eu fui importante na vida de uma criança.”

O poema cabe direitinho na sala de jantar do Guimarães.”

 

 

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Reliquiando…

Bellini – Bellini nasceu em Itapira-SP no dia 07/06/1930. Começou a jogar no Itapirense e depois na Sanjoanense. Jogou no Vasco de 1952 a 1961, no São Paulo de 1962 a 1967 e no Atlético-PR em 1968 e 1969, quando encerrou a carreira. Pelo Vasco foi campeão do Torneio Rio x São Paulo de 1958 e campeão carioca de 1952, 1956 e 1958. Pela Seleção Brasileira foi campeão das Copas de 1958, sendo o capitão do time, e de 1962. Faleceu aos 83 anos em São Paulo-SP no dia 20/03/2014.

Capitães brasileiros que levantaram a Taça Jules Rimet – A Taça Jules Rimet foi entregue aos campeões da Copa do Mundo de 1930, 1934, 1938, 1950, 1954, 1958, 1962, 1966 e 1970. O Brasil a recebeu pelas conquistas das Copas de 1958, 1962 e 1970. Em 1958, o capitão que a recebeu foi Bellini. Em 1962 foi a vez de Mauro (Mauro Ramos de Oliveira). Em 1970, quem a recebeu pela última vez foi Carlos Alberto Torres. Bellini foi imortalizado com uma estátua em frente a uma das entradas principais do Maracanã onde ele é retratado em pé, em cima de um globo, segurando uma bola com o braço esquerdo e levantando a Taça Jules Rimet com o braço direito.

A Taça Jules Rimet – A Taça Jules Rimet nasceu como Coupe du Monde. A primeira seleção a recebê-la foi a Uruguaia em 1930. Em 1946, ela passou a se chamar Taça Jules Rimet. Ela ficaria com a Seleção que vencesse três Copas do Mundo, feito obtido pela Seleção Brasileira com as conquistas das Copas de 1958, 1962 e 1970.

Em 1966, antes da Copa que seria realizada na Inglaterra, a Taça Jules Rimet foi roubada durante sua exposição no Center Hall de Westminster. Ela foi encontrada dias depois num arbusto por um cão chamado Pickles que passeava com seu dono. Essa Copa foi vencida pela Inglaterra, que graças a Pickles, pôde receber a Taça Jules Rimet.

Em 1983, 13 anos após a conquista da Copa de 1970, a Taça Jules Rimet foi roubada da sede da CBF no Centro do Rio e nunca mais foi encontrada. Acredita-se que ela tenha sido derretida.

A Copa do Mundo de 1982 – Depois de vencer sua terceira Copa do Mundo em 1970, o Brasil terminou na terceira colocação nas Copa de 1974 e 1978. A Seleção de 1982 era considerada uma das melhores já formada pelo Brasil e havia uma grande expectativa quanto a conquista da Copa. Essa Copa foi disputada por 24 seleções. Na primeira fase as seleções foram divididas em 6 grupos com 4 equipes, classificando-se os dois primeiros colocados. Na segunda fase, as seleções seriam organizadas em 4 grupos com 3 equipes, classificando-se os primeiros colocados para as semi-finais. Na primeira fase o Brasil classificou-se após vencer os seus três jogos: 2×1 União Soviética (14/06/1982), 4×1 Escócia (18/06/1982) e 4×0 Nova Zelândia (23/06/1982). Na segunda fase, o Brasil ficou no Grupo 3 juntamente com a Argentina e a Itália. O primeiro jogo do Grupo ocorreu no dia 29/06/1982 quando a Itália venceu a Argentina, que havia ganho a Copa anterior, por 2×1. No dia 02/07/1982, foi a vez do Brasil vencer a Argentina por 3×1. Com uma vitória para cada, Brasil e Itália definiriam a classificação para a semi-final no dia 05/07/1982. Nessa data, a Itália venceu o Brasil por 3×2 com três gols de Paolo Rossi. Os gols do Brasil foram marcados por Sócrates e Falcão. Após vencer a Polônia na semi-final por 2×0 com dois gols de Rossi (08/07/1982), a Itália conquistou sua terceira Copa do Mundo no dia 11/07/1982 após vencer a Alemanha Ocidental por 3×1 com gols de Rossi, Tardelli e Altobelli. Rossi foi o artilheiro da Copa de 1982 com 6 gols.

Garrincha e Ulf – Manuel Francisco dos Santos, ou simplesmente Garrincha, nasceu em 1933 em Magé-RJ e morreu em 1983 no Rio de Janeiro, antes de completar 50 anos. Garrincha foi um dos maiores jogadores de todos os tempos que vestiu a camisa da Seleção Brasileira e um dos maiores ídolos de toda a história do Botafogo. Foi um dos principais responsáveis pela conquista da Copa do Mundo de 1958 e 1962. Pelo Botafogo, foi Campeão Carioca de 1957, 1961 e 1962 e do Torneio Rio x São Paulo de 1962. Depois do Botafogo, jogou pelo Corinthians, Atlético Junior (Colômbia), Flamengo e Olaria, sem conseguir repetir as atuações que tivera pelo Botafogo e pela Seleção.

No total, Garrincha teve 12 filhos: nove meninas, todas com Nair, sua primeira esposa, e 3 meninos, sendo um com Elza Soares, Manuel Garrincha dos Santos Júnior; um com Iraci, José Geraldo Filipe, e o terceiro fruto de um caso que teve durante uma excursão do Botafogo à Suécia em 1959: Ulf Lindberg Henrik. Garrincha e Ulf não chegaram a se conhecer pessoalmente. Seu filho com Elza Soares morreu em 1986, aos noves anos, e José Geraldo, conhecido como Nenêm, em 1992 aos 28 anos. Os dois morreram em acidentes de carros.

Agradecimentos: Seu Guima, Maron Marcel Guimarães e José Gomes da Silva Filho.

Os troféus e as fotos mostrados nesse artigo pertencem ao acervo do Pequeninos do Jockey.

 

Pequeninos do Jockey

Gothia Cup

Helsinki Cup

 

 


PEQUENINOS DO JOCKEY: THE GUIMA’S COLLECTION OF TROPHIES AND MEMORIES

José Guimarães Júnior, better known as Guima, is the founder of the soccer club Pequeninos do Jockey. Since 1970, Guima has been building an incredible collection of trophies and memories.

 

Guima

Guima was born in Bahia and moved to São Paulo in 1951. Two years later, in 1953, Guima began to work at the Jockey Club of São Paulo as a jockey. In 1961, already as jockey, he had an accident while he was trying to tame a horse that left sequels in his left leg. At that moment, a jockey was lost, but arose a soccer coach with focus on children and adolescents that would mark the lives of many boys.

 

The Pequeninos do Jockey is born

The Pequeninos do Jockey was officially born on May 21, 1970. The team that was the origin of the Pequeninos was already trained by Guima since March 1969. The growth was rapid, even counting with children from families who were not associated with Jockey.

Since 1970, more than 200 thousand children and adolescents have passed through the Pequeninos do Jockey, and more than 2,600 have become professional players (considering all states, championships and divisions). The history built is reflected in more than 4,000 trophies, 190 of them international. The achievements were made in Brazil and, mainly, in Europe.

 

1982, the first tour to Europe and the beginning of international respect

The Pequeninos do Jockey is a club that has great respect and admiration abroad. The first tour to Europe was made in 1982. The club returned to Brazil bringing in the luggage the trophies of the main competitions of the world’s youth: a Gothia Cup, a Helsinki Cup and two Norway Cup. In addition to the trophies, this tour had two moments which marked the history of the Pequeninos do Jockey.

The Gothia Cup trophy was given to Guima by Bellini (Hideraldo Luís Bellini, 1930-2014), champion for Brazil of the 1958 and 1962 World Cup. Bellini was the captain of the 1958 national team and was the first Brazilian captain to raise the Jules Rimet Cup. The Pequeninos returned to Brazil after the elimination of national team in the 1982 World Cup. As soon as the President João Baptista Figueiredo knew about the achivements of Pequeninos, he decided to meet and greet Guima. The meeting took place in the VIP area of the ​​Congonhas airport and Guima, breaking the protocol, took all the children to meet the President.

 

Guima at the Gothia Cup Hall of Fame

Another special moment is the plaque that was awarded to Guima when his name was registered at the Gothia Cup Hall of Fame in 2007. The Gothia Cup began to be disputed in 1975 with 275 teams from 5 countries. In 2016, it brought together 1,761 teams from 80 countries. In the entire history of the Gothia Cup, only 23 people had their names registered in the Hall of Fame of the competition.

 

A machine of conquests in Europe

In addition to the Gothia Cup, international recognition was built with the successive victories since 1982 of the Frankfurt Cup (Germany), Dana Cup (Denmark), Helsinki Cup (Finland), Ferrara Cup (Italy), Norway Cup and Sandar Cup (Norway), among others.

 

Among so many friends, the Swedish son of Garrincha

During the story of the Pequeninos do Jockey, many friendships were built. One was with Ulf Lindberg Henrik, the Swedish son of Garrincha. The friendship was made in 1998 when the Pequeninos was in Sweden to play for the Gothia Cup. There was a mismatch of information and one of the club’s teams was late for one of the games scheduled. Even with the defeat by WO, to manage the expectation of the boys, the Pequenino’s comitee quickly organized a match with a Swedish team that had agreed to play a game. It was precisely the team trained by Ulf. When Guima and the comittee discovered who Ulf was, a friendship was born that would last until today. One of the first measures that Seu Guima and the comittee of Pequeninos took when they returned to São Paulo was to send to Ulf the book “Solitary Star, A Brazilian named Garrincha” written by Ruy Castro. They had discovered that Ulf did not know of the existence of the book about his father that had been released in 1995, three years before. An interesting moment of this friendship was when the Placar magazine published an article about Ulf in February 1999. He was photographed before the book sent by the Pequeninos do Jockey, and his son, then a baby on his lap, was dressed with the shirt of the Pequeninos (Edition 1148, Feb/1999, “Garrincha’s Lost Son,” page 31).

 

The history of the Pequeninos do Jockey reflected in its collection

In addition to the trophies, Pequeninos has a host of memorabilia such as posters, photos, newspapers and two treasures carefully guarded by Guima: the diaries of international tours with all the records and stories since 1982 and the autographed shirts sent by the professionals players who started the walk with the guidance and support of Guima and the Pequeninos.

In 2016, Guima was one of the chosen to carry the Olympic Torch in São Paulo.

 

In 1995, a beautiful tribute of Armando Nogueira

The Guima’s work ahead of the Pequeninos since 1970 can be summarized in the column of Armando Nogueira published on September 24, 1995:

 

“A poem on the wall

I won a jersey from the Pequeninos do Jockey. Not for dressing, it’s for keeping. It’s a trophy. It comes autographed by more than 100 boys who learn to play soccer by the hands of old Guimas, as he is called in the club. Until another day, I did not know who Guimarães was. Now I know everything about the man. He began his life as a jockey of the Jockey Club of São Paulo. Today, he teaches soccer and gives life lessons to hundreds of poor boys at Pequeninos do Jockey. Guimarães can only be a good guy.

I read in an American sports magazine, a long story about an American football player, Drew Bledsoe. His father, Mac, assistant coach of a team near Washington, reminds me of Guimarães’ history. A life taking care of children’s luck.

In the dining room of the Bledsoe house, there is a plaque hanging from the wall. On the board, a little poem that says like this:

“100 years from now, no importance will

The brand of the car I drove

Not even the house I lived in

Even how much money I had in the bank

Not even if my clothes were beautiful or ugly

But the world will certainly be a little better.

Because I was important in a child’s life. “

The poem fits right in the dining room of Guimarães.”

 

Notes

Bellini – Bellini was born in Itapira-SP on 06/07/1930. Before Vasco, he played in Itapirense and Sanjoanense. In Vasco, he played from 1952 to 1961; in São Paulo from 1962 to 1967 and in Atlético-PR in 1968 and 1969, when he finished his career. By Vasco, he won the Rio x São Paulo Tournament of 1958 and the Rio de Janeiro championship of 1952, 1956 and 1958. By the national team, he won the World Cups of 1958, being the captain,  and 1962. He passed away at age of 83 in São Paulo-SP on 03/20/2014.

Brazilian captains who raised the Jules Rimet Cup – The Jules Rimet Cup was given to the World Cup winners of 1930, 1934, 1938, 1950, 1954, 1958, 1962, 1966 and 1970. Brazil received the cup for the victories in 1958, 1962 and 1970. In 1958, the captain who received it was Bellini. In 1962 it was Mauro’s turn (Mauro Ramos de Oliveira). In 1970, Carlos Alberto Torres was the last captain to raise the cup. Bellini was immortalized with a statue in front of one of Maracanã’s main entrances where he is pictured standing on a globe, holding a ball with his left arm and raising the Jules Rimet Cup with his right arm.

The Jules Rimet Cup – The Jules Rimet Cup was born as Coupe du Monde. The first national team to receive it was the Uruguayan in 1930. In 1946, it was renamed as Jules Rimet Cup. It would be definitely kept by the national team that won three World Cups, made obtained by the Brazilian national team in 1958, 1962 and 1970.

In 1966, before the World Cup in England, the Jules Rimet Cup was stolen during his exhibition at the Center Hall in Westminster. It was found days later in a bush by a dog named Pickles while he was strolling with his owner. This Worl Cup was won by England, and thanks to Pickles, the national team could receive the Jules Rimet Cup.

In 1983, 13 years after winning the 1970 World Cup, the Jules Rimet Cup was stolen from CBF headquarters in Rio and was never found again. It is believed that the Jules Rimet Cup was melted.

The 1982 World Cup – After winning its third World Cup in 1970, Brazil finished in third place in 1974 and 1978. The national team of 1982 was considered one of the best ever formed by Brazil and there was a great expectation for the conquest of the fourth World Cup. This Cup was disputed by 24 national teams. In the first phase the selections were divided in 6 groups with 4 teams, being classified the first two places. In the second phase, the selections would be organized into 4 groups with 3 teams, classifying the first place for the semi-finals. In the first phase Brazil qualified after winning its three matches: 2×1 Soviet Union (14/06/1982), 4×1 Scotland (18/06/1982) and 4×0 New Zealand (23/06/1982). In the second phase, Brazil was in the Group 3 together with Argentina and Italy. The first game of the Group occurred on 29/06/1982 when Italy defeated Argentina, who had won the previous Cup, by 2×1. On 02/07/1982, Brazil defeated Argentina by 3×1. With one victory for each, Brazil and Italy would set the classification for the semi-final on 05/07/1982. On that date, Italy defeated Brazil by 3×2 with three goals by Paolo Rossi. The goals of Brazil were scored by Socrates and Falcão. After defeating Poland in the semi-final by 2×0 with two goals by Rossi (08/07/1982), Italy won its third World Cup on 11/07/1982 after defeating West Germany by 3×1 with goals by Rossi, Tardelli and Altobelli. Rossi was the top scorer of the 1982 World Cup with 6 goals.

Garrincha and Ulf – Manuel Francisco dos Santos, or simply Garrincha, was born in 1933 in Magé-RJ and died in 1983 in Rio de Janeiro, before the age of 50. Garrincha was one of the greatest players of all time who wore the jersey of the Brazilian National Team and one of the biggest idols in the history of Botafogo. For Botafogo, he won the Rio de Janeiro Championship of 1957, 1961 and 1962 and the Rio x São Paulo Tournament of 1962. After Botafogo, he played for Corinthians, Atlético Junior (Colombia), Flamengo and Olaria, unable to repeat the performances he had had for Botafogo and the national team.

In total, Garrincha had 12 children: nine girls, all with Nair, his first wife, and 3 boys: one with Elza Soares, Manuel Garrincha dos Santos Júnior, and the other with Iraci, José Geraldo Filipe. The third was the result of an affair that he had during an tour of Botafogo to Sweden in 1959: Ulf Lindberg Henrik. Garrincha and Ulf did not meet. The Garrincha’s son with Elza Soares died in 1986, at the age of nine, and José Geraldo, known as Nenem, in 1992 at age 28. The two died in car accidents.

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