Luiz e Cristiano: a preservação da história da Portuguesa de Desportos

Luiz Nascimento e Cristiano Fukuyama são torcedores da Portuguesa. Luiz é jornalista e responsável pelo Blog “Torcedor da Portuguesa” no Globo Esporte. Cristiano Fukuyama é produtor multimídia. Em 2014, eles se uniram para trabalhar pela preservação da história da Lusa.

 

A relação com a Portuguesa

Luiz se tornou torcedor da Portuguesa naturalmente. Como grande parte de sua família tem origem portuguesa, especialmente seus avós paternos, ele cresceu com a ideia de que torcer pela Lusa era algo natural. Prevalecia o conceito de que “se somos descendentes de portugueses, somos torcedores da Portuguesa”. Para ele, a Portuguesa sempre foi mais que um time ou um clube esportivo. Era uma extensão da família. A Lusa estava presente desde os finais de semana em que frequentava junto com a família as piscinas, as quadras e as churrasqueiras do clube, ou nas idas à casa do avô em que via chaveiros, ímãs, canecas e afins da Lusa por todos os lados.

Já Cristiano escolheu torcer pela Portuguesa por opção. Na infância, quando ia jogar bola com os primos, sempre escolhia como time a Portuguesa. Esteve presente na Final do Campeonato Brasileiro de 1996, Portuguesa x Grêmio, e passou a acompanhá-la com mais regularidade a partir dos anos 2000. Como ele diz “aos poucos a colônia nipo-lusitana vai crescendo nas alamedas do Canindé”.

 

O início da parceria

O que os uniu foi o interesse pelo passado e a paixão pelo futebol. Como eles mesmos dizem “somos fascinados não apenas por História, mas principalmente por histórias. Ou seja, pelas memórias afetivas e emocionais das pessoas. Não apenas no sentido de ouvir aquilo que ocorreu, mas entender de que forma um acontecimento transformou e mudou a trajetória da pessoa. Em resumo, a pergunta que nos interessa é: o que faz sua vida valer a pena?”.

A energia foi focada na preservação da história da Portuguesa. O clube lusitano, apesar de seu passado glorioso e de sua torcida apaixonada, possui pouca visibilidade na mídia em geral e vive o pior momento em sua história. Isso faz com que o trabalho de ouvir, resgatar e preservar as memórias afetivas de torcedores, jogadores e todos os que construíram a história da Portuguesa tenha se tornado uma missão para os dois.

A parceria se formou em 2014, quando eles se conhecerem por meio de uma amiga em comum. Luiz havia se formado em Jornalismo e já comandava o blog da Portuguesa no Globo Esporte. Cristiano era seu leitor. Por sua vez, Luiz viu uma animação feita por Cristiano de um gol histórico marcado por Dener, quando ele ainda jogava pela Portuguesa. Como os dois já tinham vontade de produzir conteúdos sobre a Lusa, já no primeiro encontro eles tomaram a decisão de fazer um documentário.

Cabe destacar que quando a parceria começou, a Portuguesa fazia uma péssima campanha no Campeonato Brasileiro da Série B de 2014, e tudo indicava que seria rebaixada para a Série C, o que de fato aconteceu.

 

O Fado da Bola, o primeiro documentário

A torcida da Lusa estava em um misto de tristeza, vergonha e revolta. Os problemas haviam começado no ano anterior, 2013, com o fatídico “Caso Héverton”. Foi nesse contexto que eles começaram as filmagens do documentário “O Fado da Bola”.

O documentário focou em retratar o sentimento dos torcedores da Portuguesa tanto em relação ao “caso Héverton” quanto a derrocada do clube. Ou seja, dar uma abordagem que ninguém estava dando pois os lusitanos estavam simplesmente sendo esquecidos. Os entrevistados foram diferentes pessoas dentro de uma mesma realidade. Luiz e Cristiano foram atrás de “anônimos” da arquibancada, de celebridades que torcem pela Lusa, de jornalistas que acompanham o clube e também de ídolos. O roteiro e o tom do documentário ficaram claros apenas durante as entrevistas, que se tornaram verdadeiros divãs.

De todos os documentários já feitos, eles consideram “O Fado da Bola” um dos mais tocantes. Praticamente todos os entrevistados se emocionaram nas gravações. E foi sentindo e interpretando essas reações que eles pensaram no roteiro e na edição.

O documentário no formato de curta-metragem foi lançado em Janeiro de 2015. Disponibilizado no Youtube, o sucesso entre a torcida e a mídia foi enorme. Esse projeto deixou claro que o estilo seria buscar vivências, histórias pessoais, e não apenas contar a história.

 

O diferencial do trabalho

O diferencial do trabalho está no fato dele ser realizado em dupla. Toda a equipe de produção se resume aos dois. Isso faz com que ele tenham de desempenhar diversos papeis, fazer malabarismo com o tempo e muitas vezes sobrecarregar as agendas. No entanto, como a afinidade de ideias é muito grande e o ritmo de trabalho parecido, eles raramente discordam.

A produção é conciliada com as atividades profissionais de cada um. Os documentários são produzidos de forma independente com o financiamento dos dois. Por mais que isso gere dificuldades, isso não os impede de seguir adiante.

 

Os primeiros documentários no formato longa-metragem

Após o documentário “O Fado da Bola”, Luiz e Cristiano produziram dois documentários no formato de longa-metragem: “Ivair, O Príncipe do Futebol” e “Rubro-Verde Espetacular, Tri-Fita Azul”. O documentário sobre Ivair cobre toda a carreira do jogador, inclusive as fases em outros clubes. O filme Tri Fita Azul é específico da Portuguesa.

A metodologia do trabalho de pesquisa foi basicamente a mesma, existindo apenas pequenas diferenças. Por serem torcedores da Portuguesa e conhecerem bastante sua história, eles já sabem onde buscar as informações. Quando se aborda outros clubes, eles acabam tendo um trabalho mais longo para colher dados e entender o contexto de cada torcida.

Com relação aos entrevistados, a receptividade sempre foi excelente. Existem diferenças de estilos. Por exemplo, ex-jogadores reagem de diferentes maneiras: os que foram mais famosos reagem de uma forma, os que não foram muito badalados, de outra. Há pessoas mais abertas, outras mais contidas. Mas sempre se conseguiu extrair boas memórias dos entrevistados.

 

Os documentários são feitos profissionalmente, e não passionalmente

Um ponto importante que eles destacam é que os documentários são feitos profissionalmente, e não como torcedores. Como o trabalho passou das fronteiras da Portuguesa, a passionalidade é aplicada em conformidade com o momento, e não com o clube. No caso de “Ivair – O Príncipe do Futebol”, eles deram um tom especial ao trecho que retrata a passagem dele pelo Fluminense, pois foi nas Laranjeiras que Ivair ganhou o seu primeiro título como jogador. Como eles disseram “não é porque torcemos para o outro clube em que ele jogou que daremos um tom diferente. Uma das coisas mais legais desse trabalho é mergulhar na realidade de várias torcidas, entender os torcedores e se emocionar com eles”.

 

O próximo projeto: o documentário sobre o goleiro Félix

Após o lançamento do documentário “Rubro-Verde Espetacular” em janeiro de 2017, Luiz e Cristiano começaram a trabalhar na produção de um longa-metragem sobre a carreira do goleiro Félix, campeão do mundo pela seleção brasileira em 1970. As pesquisas e as gravações já foram iniciadas. O objetivo é lançar o documentário no primeiro semestre de 2018.

Esse documentário possui um público mais abrangente. Seu objetivo não é conversar apenas com as torcidas de Portuguesa e Fluminense, clubes nos quais Félix jogou, e sim de todo um país que se encantou com a seleção de Rivellino, Jairzinho, Amarildo, Gerson, Carlos Alberto Torres e Pelé. O afetivo dessa produção é mais profundo. Um dos desafios é justamente saber retratar a importância de Félix em cada período. Segundo eles “podemos garantir que todos os torcedores adorarão ver o filme. Seja lusitanos, tricolores ou amantes da seleção brasileira. A emoção é universal”.

 

O Acervo da Bola e o Acervo da Lusa

Em paralelo a produção de documentários, Luiz e Cristiano administram as páginas Acervo da Bola, que aborda todos os clubes, e o Acervo da Lusa, específica da Portuguesa. As páginas reúnem histórias dos clubes, jogadores, técnicos e conquistas de diversos períodos. Nas páginas são feitas publicações diárias com informações sólidas e imagens raras de acervo. O profundo trabalho de pesquisa, revisão e elaboração teve uma resposta rápida e extremamente positiva da audiência. Segundo eles, o trabalho das páginas “nos ajuda muito na produção dos documentários, porque nos aproxima e nos faz interagir com torcedores de diversos clubes. Vamos entendendo, diariamente, como cada torcida reage a diferentes abordagens. E o que cada torcida valoriza na história da equipe”.

 

A importância do trabalho

O profissionalismo, a simplicidade e o respeito com que o trabalho de preservação da história da Portuguesa é conduzido gera muito orgulho em Luiz e Cristiano:

Fazemos parte de todo um grupo que se dedica a preservar e resgatar a história da Lusa. Há um trabalho muito dedicado, e bonito, realizado pela equipe do Museu Histórico da Portuguesa. Poucos conhecem, mas a Lusa tem um acervo riquíssimo no museu. Um acervo que transcende, e muito, a história rubro-verde. São pessoas que se empenham em troca de nada, apenas por amor, paixão e responsabilidade de manter a memória viva.

Neste contexto, surgimos como uma das frentes de resgate. Temos sempre uma parceria muito forte com eles em nossos projetos. A Portuguesa atravessa o pior momento desde que foi fundada e a torcida, pela primeira vez, teme seriamente o risco de o clube acabar. E nosso trabalho nasceu e está crescendo justamente neste período crítico. Hoje, mais que um lazer, tratamos esse trabalho como uma missão. Preservar é resistir.

 

Notas

A Portuguesa – A Associação Portuguesa de Desportos foi fundada no dia 14/08/1920 com o nome Associação Portuguesa de Esportes. O clube era o resultado da fusão de cinco clubes da colônia portuguesa em São Paulo: Luzíadas Futebol Club, Associação 5 de Outubro, Esporte Club Lusitano, Associação Atlética Marquês de Pombal e Portugal Marinhense. Seus três primeiros campeonatos, 1920, 1921 e 1922, foram disputados em conjunto com a Associação Mackenzie College. Em 1923, o Mackenzie extinguiu seu departamento de futebol e a Portuguesa passou a disputar os campeonatos sozinha. Em 1940, o clube alterou o seu nome para Associação Portuguesa de Desportos;

 

O Estádio Doutor Oswaldo Teixeira Duarte, o Canindé – O Canindé pertencia originalmente a um clube alemão chamado Deutsch Sportive. Em 1944, o campo e as estruturas existentes foram compradas pelo São Paulo. Em 1955 o São Paulo vendeu o Canindé para o senhor Wadih Sadi. Em 1956, o Canindé foi vendido pelo senhor Wadih para a Portuguesa. Cabe ressaltar que quando a Portuguesa comprou o Canindé, o estádio, como hoje o conhecemos, não existia. O Estádio foi erguido com o esforço e empenho da Portuguesa e de seus associados;

 

Os Títulos da Portuguesa – A Portuguesa conquistou três campeonatos de São Paulo: os campeonatos de 1935 e 1936, organizados pela Associação Paulista de Esportes Atléticos, e o campeonato de 1973, organizado pela Federação Paulista de Futebol. Em 1952 e 1955, a Portuguesa foi campeã do Torneio Rio x São Paulo. Em 2011, foi campeã da Série B do Campeonato Brasileiro tendo recebido de sua torcida o apelido de “Barcelusa”. Somou 81 pontos com 23 vitórias, 12 empates e apenas 3 derrotas em 38 jogos. Teve o melhor ataque e a melhor defesa da competição: 83 gols marcados e 38 sofridos. Em 1996, foi vice-campeã do Campeonato Brasileiro da Primeira Divisão. Neste ano, a Portuguesa se classificou em oitavo na primeira fase da competição (se classificavam oito clubes). Passou pelo Cruzeiro nas quartas-de-final (3×0 e 0x1) e pelo Atlético-MG na semi-final (1×0 e 2×2). A final foi contra o Grêmio, que tinha a vantagem do empate. A Portuguesa ganhou a primeira partida por 2×0 no Morumbi. No segundo jogo no Olímpico, foi derrotada pelo Grêmio pelo mesmo placar;

 

O Campeonato Paulista de 1973 – O Campeonato Paulista de 1973 começou com uma fase classificatória de 12 clubes onde 6 se classificariam para a segunda fase. Classificaram-se Ponte Preta, América, Juventus, Botafogo, São Bento e Ferroviária. Na segunda fase, eles se juntariam a Corinthians, Santos, São Paulo, Palmeiras, Guarani e Portuguesa. Os 12 clubes jogariam o turno e o returno. O título seria decidido numa partida única entre o primeiro colocado do turno e do returno. O Santos venceu o primeiro turno com 19 pontos e a Portuguesa o segundo com 18. No dia 26/08/1973, no Morumbi com mais de 116 mil pessoas, Portuguesa e Santos empataram por 0x0 no tempo normal e na prorrogação. Foi na prorrogação que Armando Marques anulou um gol da Portuguesa marcado por Cabinho sob a alegação de que ele estava impedido. Cabe ressaltar que o mesmo lance foi validado pelo bandeirinha que não viu qualquer irregularidade na jogada. Prevaleceu a decisão do juiz. O Santos perdeu a primeira cobrança (Zé Carlos), mas converteu a segunda (Carlos Alberto) e a terceira (Edu). A Portuguesa perdeu as três primeiras cobranças (Isidoro, Calegari e Wilsinho). O árbitro Armando Marques se confundiu e encerrou as cobranças quando ainda faltavam duas cobranças para cada equipe. A Portuguesa ainda tinha chance de empatar a série caso convertesse suas duas últimas cobranças e o Santos perdesse os seus dois últimos pênaltis. A Federação Paulista de Futebol optou por dividir o título entre Santos e Portuguesa, entregando um troféu idêntico a cada um;

 

O Campeonato Brasileiro da Segunda Divisão por pontos corridos – O Campeonato Brasileiro da Série B começou a ser disputado por pontos corridos em 2006, quando o Atlético-MG conquistou o título com 71 pontos. Todas as edições foram disputadas por 20 clubes. A Portuguesa de 2011 possui a segunda melhor campanha, tendo somado 81 pontos. A melhor campanha é do Corinthians em 2008 quando somou 85 pontos com 25 vitórias, 10 empates e 3 derrotas;

 

Os campeonatos paulista de futebol – O campeonato paulista de futebol é o campeonato mais antigo do Brasil, sendo disputado desde 1902 quando o São Paulo Athletics de Charles Miller sagrou-se o seu primeiro campeão. São Paulo teve dois campeonatos no mesmo ano em 1913, 1914, 1915, 1916, 1926, 1927, 1928, 1929, 1935 e 1936. De 1913 a 1916, os campeonatos foram organizados pela Liga Paulista de Football (LPF) e pela Associação Paulista de Esportes Atléticos (APEA). De 1926 a 1929, os campeonatos foram organizados pela APEA e pela Liga dos Amadores de Futebol. Em 1935 e 1936, os campeonatos foram organizados pela APEA e pela Liga Paulista de Futebol. Desde 1937, São Paulo tem apenas um campeonato, e desde 1941, os campeonatos passaram a ser organizados pela Federação Paulista de Futebol. Todos os campeões dos anos com dois campeonatos foram reconhecidos pela Federação Paulista de Futebol. Em 1935, a Portuguesa foi campeã pela APEA e o Santos campeão pela LPF. Em 1936, a Portuguesa foi bi-campeã pela APEA e o Palestra Itália, atual Palmeiras, campeão pela LPF;

 

Ivair – Ivair Ferreira nasceu em Bauru em 1945 e começou a jogar futebol na Portuguesa, onde foi jogador de 1963 a 1969. Foi na Portuguesa que ganhou o apelido que marcaria sua carreira: Príncipe. O apelido foi dado por uma pessoa com autoridade para isso: Pelé, o Rei do Futebol. Ivair é considerado um dos maiores jogadores da história da Portuguesa, mas, lamentavelmente, não conquistou um título pelo clube. Em 1964, a Portuguesa de Ivair decidiu o título com o Santos de Pelé. O campeonato desse ano foi disputado por 16 clubes em pontos corridos com turno e returno. Portuguesa e Santos chegaram a última rodada com 40 e 42 pontos, respectivamente. O último jogo seria justamente entre os dois na Vila Belmiro. A Portuguesa precisava da vitória para forçar um jogo extra. Ao Santos bastava o empate. No dia 13/12/1964, o Santos derrotou a Portuguesa por 3×2 e se sagrou campeão. Em 1969, Ivair teve uma nova chance de ser campeão, dessa vez pelo Corinthians. O clube se classificou para o quadrangular final do Torneio Roberto Gomes Pedrosa juntamente com Palmeiras, Cruzeiro e Botafogo. O Corinthians perdeu o título na última rodada, quando foi derrotado pelo Cruzeiro por 2×1 (07/12/1969). O Palmeiras conquistou o título ao vencer o Botafogo por 3×1 na mesma data. Em 1971, chegou ao Fluminense e foi um dos principais jogadores na conquista do campeonato carioca desse ano, seu primeiro título. Também conquistou o campeonato carioca de 1973 pelo Fluminense. No Brasil ainda jogou pelo America-RJ e pelo Paysandu de Belém-PA. Foi um dos primeiros jogadores brasileiros a jogar futebol na América do Norte. No Canadá, jogou pelo Toronto Metros-Croatia e pelo Toronto Blizzard. Foi campeão pelo Toronto Metros-Croatia da North America Soccer League de 1976. Nos Estados Unidos, jogou pelo Cleveland Cobras, Kansas City Star (indoor) e Boston Athletic (indoor). Encerrou a carreira em 1982. Vive atualmente em São Paulo-SP;

 

Félix – Félix Miéli Venerando nasceu em São Paulo em 1937. Era Goleiro. Começou a jogar nas divisões de base do Nacional-SP e profissionalizou-se pelo Juventus, onde jogou de 1953 a 1955. Atuou pela Portuguesa pela primeira vez de 1955 a 1957. Foi emprestado ao Nacional em 1957, onde jogou até 1960. Retornou à Portuguesa para jogar de 1961 a 1968. Chegou ao Fluminense em 1968. Foi campeão carioca em 1969, seu primeiro título, 1971, 1973, 1975 e 1976; do Torneio Roberto Gomes Pedrosa de 1970 e das Taças Guanabara de 1969, 1971 e 1975. Pela Seleção Brasileira conquistou a Copa do Mundo de 1970. Encerrou a carreira em 1978. Faleceu em 2012 aos 74 anos;

 

A Copa San Isidro – Durante a excursão a Europa de 1951, a Portuguesa foi convidada para disputar a Copa San Isidro com o Atlético de Madrid. A Copa era entregue ao vencedor de uma partida festiva entre o campeão espanhol e um clube convidado. Ela celebrava o aniversário da cidade de Madrid e seu nome era uma homenagem ao Patrono da cidade, San Isidro Labrador, canonizado pela Igreja Católica em 1622. Naquele momento, a Copa não era vencida por clubes estrangeiros há 25 anos. Os dois clubes se enfrentaram no dia 15/05/1951 no Estádio Metropolitano em uma partida bastante disputada, onde a Portuguesa venceu o Altético de Madrid por 4×3 e conquistou a Copa San Isidro.

 

Luiz e Cristiano escolheram tirar a foto principal desse artigo ao lado do Troféu da Copa San Isidro.

 

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